Noel deixa até 36 mortos no Caribe e avança para as Bahamas

Na ilha de Hispaniola, República Dominicana e Haiti enfrentam inundações e destruição; 15 estão desaparecidos

Efe,

31 de outubro de 2007 | 08h56

Até 36 pessoas morreram na República Dominicana e Haiti por conta da passagem da tempestade tropical Noel, cujos ventos e chuvas afetaram Cuba na terça-feira, 31, e agora avançam em direção às Bahamas. Noel chegou na segunda-feira com ventos de mais de 75 km/h à ilha de Hispaniola, onde ficam a República Dominicana e Haiti. As chuvas fizeram os rios transbordar e causaram enormes inundações. Além dos mortos e desaparecidos, houve danos a imóveis e plantações. O Centro de Operações de Emergência (COE) da República Dominicana informou que o furacão matou pelo menos 30 pessoas no país, enquanto 15 permanecem desaparecidas. Outras 25.540 tiveram que deixar seus lares. "A situação continua difícil em muitas partes do país. Pelo menos 10 pontes caíram e 6.385 imóveis foram afetados de alguma maneira", disse Juan Manuel Méndez, diretor do COE. O presidente dominicano, Leonel Fernández, ordenou a assistência aos desabrigados. Há 39 comunidades no norte e sul do país isoladas, porque linhas de eletricidade, pontes e estradas foram destruídas. O prejuízo inclui a destruição de 95% das plantações de bananas e tomates, assim como toda a produção de cebola das províncias de Azua e Peravia. Em Porto Príncipe, capital do Haiti, foram suspensos os vôos nacionais e internacionais e persiste o alerta vermelho. O devastador balanço do Noel inclui pelo menos oito mortos e quatro desaparecidos, informaram fontes da Defesa Civil. Em Ganthier e Malpasse, na fronteira com a República Dominicana, várias pessoas podem ter morrido. Em Grand-Gonave, 50 quilômetros a sul de Porto Príncipe, 200 habitantes foram retirados, e outros 100 de Cité Soleil. O ministro do Interior, Paul Antoine Bien-Aimé, membros da Cruz Vermelha e da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) estiveram em Cité Soleil avaliando os danos. O primeiro-ministro, Jacques Edouard Alexis, anunciou que o governo adotou medidas para enfrentar as conseqüências do Noel. A Rádio Rebelde noticiou que o Noel causou fortes chuvas na costa nordeste de Cuba, com a retirada de mil de pessoas em Holguín e 600 na província de Guantánamo. José Rubiera, chefe do Departamento de Previsões do Instituto de Meteorologia cubano, disse que a tempestade tropical, a 14ª da temporada, se enfraqueceu nas últimas horas, com ventos sustentados são de 60 a 70 km/h. O governo das Bahamas, país que o Noel deve chegar nas próximas horas, mantém o aviso de tempestade tropical para o centro do arquipélago, assim como uma vigilância de furacão para o noroeste. O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos recomendou que o sul do Estado da Flórida vigie atentamente a trajetória do sistema. O olho do "Noel" deve sair esta noite da costa norte de Cuba, rumo às águas do Atlântico.

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