Norte-americano preso em Cuba encerra greve de fome

Um prestador de serviços dos Estados Unidos preso em Cuba pôs fim nesta sexta-feira a uma greve de fome, depois de oito dias de protesto contra o tratamento por parte dos governos cubano e norte-americano enquanto cumpre pena de 15 anos de prisão por tentar estabelecer ilegalmente um serviço de Internet na ilha.

Reuters

11 de abril de 2014 | 20h19

"Meu protesto rápido está suspenso a partir de hoje, apesar de haver novos protestos por vir", disse Alan Gross, em comunicado. Sua mãe, de 94 anos, pediu a Gross, 64, que retomasse a alimentação, de acordo com uma nota divulgada por meio de representantes de seu advogado e da família.

"Não haverá nenhum motivo de protesto mais intenso quando ambos os governos mostrarem mais preocupação com os seres humanos e menos maldade e desprezo um para com o outro", disse o comunicado.

Gross foi preso em 2009 ao tentar estabelecer uma rede online para os judeus em Havana, quando era subcontratado da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). Era sua quinta viagem a Cuba.

Em 2011, um tribunal cubano o condenou a 15 anos de prisão por fornecer ilegalmente equipamentos e serviço de Internet para grupos de judeus cubanos, sob um programa dos EUA para promover a mudança política que o governo cubano considera subversivo.

Gross iniciou sua greve de fome no dia 3 de abril, depois de a Associated Press informar que a Usaid estabeleceu um "Twitter cubano secreto", chamado ZunZuneo, após sua prisão. Havana considerou o projeto como uma tentativa de subverter o governo comunista.

(Reportagem de David Adams)

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