Norte-americano preso em Cuba inicia greve de fome

Um funcionário terceirizado do governo dos Estados Unidos condenado a 15 anos de prisão em Cuba por tentar estabelecer um serviço ilegal de Internet começou uma greve de fome para protestar contra o tratamento dos governos de Cuba e dos EUA, disse seu advogado nesta terça-feira.

DANIEL TROTTA, Reuters

08 de abril de 2014 | 12h16

O advogado Scott Gilbert também criticou os Estados Unidos por colocar a vida de Alan Gross em perigo, lançando o "Twitter cubano" secreto depois de sua prisão, em 2009.

Gross, de 64 anos, era de uma empresa subcontratada pela agência norte-americana para o desenvolvimento internacional, a Usaid, quando foi preso em sua quinta viagem a Cuba, em uma tentativa de estabelecer uma rede online para os judeus em Havana.

Em 2011, um tribunal cubano o condenou a 15 anos de prisão, aumentando as tensões nas relações entre os Estados Unidos e Cuba.

Um novo revés ocorreu na semana passada com a revelação de que a Usaid tinha estabelecido uma rede social em Cuba, o que Havana viu como uma tentativa de subverter o governo comunista.

"Eu comecei a jejuar no dia 3 de abril, em protesto contra o tratamento a que estou submetido pelos governos de Cuba e dos Estados Unidos", disse Gross em um comunicado.

"Estou em jejum para protestar contra inverdades, fraudes e falta de ação por ambos os governos, não só em relação à sua responsabilidade compartilhada pela minha detenção arbitrária, mas também por causa da falta de qualquer esforço razoável ou válido para resolver esta situação vergonhosa".

Gross também repetiu seu apelo ao presidente dos EUA, Barack Obama, para se envolver pessoalmente nos esforços para libertá-lo.

Gross já havia perdido 50 quilos na prisão antes de iniciar sua greve de fome, segundo um comunicado divulgado por seu advogado. Ele está confinado a uma cela pequena, constantemente acesa com outros dois presos por 23 horas por dia, diz o comunicado.

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