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Novo chanceler de Honduras busca aproximação com OEA

Carlos López diz que prioridade será normalizar relações diplomáticas; nenhum país reconhece governo de facto

Efe,

13 de julho de 2009 | 16h50

O novo chanceler de Honduras, Carlos López, disse nesta segunda-feira, 13, que buscará normalizar as relações diplomáticas do país, apesar da suspensão da Organização dos Estados Americanos (OEA) por não reempossar o deposto Manuel Zelaya na chefia de Estado. Como disse após assumir como chanceler no lugar de Enrique Ortez, uma de suas prioridades será tramitar a continuação das relações diplomáticas com todos os países amigos.

 

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"Os países-membros da OEA são entidades soberanas que no exercício de suas competências soberanas podem perfeitamente manter a relação diplomática com Honduras, de Estado para Estado, independente de como votaram dentro do organismo", explicou à imprensa o novo ministro das Relações Exteriores hondurenho.

 

López prestou juramento perante o novo presidente, Roberto Micheletti, designado pelo Parlamento em 28 de junho passado após a derrubada de Zelaya pelos militares. O governo Micheletti não é reconhecido pela comunidade internacional, que, junto à OEA, ameaça isolar o país.

 

Ortez renunciou na sexta-feira passada como chanceler e Micheletti o nomeou ministro de governo depois que, na terça-feira, o embaixador americano em Tegucigalpa, Hugo Llorens, condenou "fortemente" comentários seus sobre Barack Obama. O novo chanceler hondurenho já ocupou o cargo no governo José Azcona (1986-1990), período marcado pelas negociações para a pacificação da América Central dentro da Guerra Fria.

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