Novo chefe de gabinete quer ser 'mão na roda' para Cristina

Sergio Massa assume o cargo na Argentina após afastamento de Alberto Fernández e evita falar sobre a renúncia

Efe,

23 de julho de 2008 | 19h32

Sergio Massa, que nesta quarta-feira, 23, foi nomeado chefe de gabinete da Argentina depois da renúncia de Alberto Fernández, afirmou que pretende "ser uma mão na roda para a presidente" do país, Cristina Fernández de Kirchner. "Vou acompanhar uma presidente que sonha em construir um país melhor, que me pediu para trabalhar com a mesma responsabilidade com a qual me guiei e que o faça junto a ela com muita sinceridade e falando com franqueza", declarou a jornalistas. Veja também:Chefe de gabinete da Argentina renuncia Massa, de 36 anos e que tem íntima ligação com o casal Kirchner, conversou com a imprensa às portas da sede do município de Tigre, cidade da periferia de Buenos Aires da qual é prefeito desde dezembro. "Vou dar o melhor de mim, muita responsabilidade, paixão e energia para ser uma mão na roda para a presidente", disse Sergio Massa. Além disso, ele evitou responder sobre se, como avaliam alguns analistas, o afastamento de Alberto Fernández de um posto estratégico dará lugar a uma nova etapa para o governo e disse que prefere falar sobre o que tem "para apresentar." Massa aceitou o cargo durante uma reunião com Cristina e o ex- residente Néstor Kirchner (2003-2007), marido e antecessor da governante, na residência presidencial de Olivos, nos arredores de Buenos Aires. "Falei com a presidente por mais de uma hora sobre minha tarefa, do que ela precisava e do que para mim é importante. Agora é trabalhar, sem especulações nem mesquinharias, porque todos precisamos que a Argentina vá bem", ressaltou. Sobre o longo conflito entre o governo e o setor rural pelo polêmico sistema de impostos às exportações de grãos rejeitado pelo Senado, o futuro chefe do Gabinete esclareceu que "cada um tem seu papel". "Há um novo secretário de Agricultura, um homem muito capaz e muito sólido", declarou, referindo-se ao engenheiro agrônomo Carlos Cheppi, que hoje assumiu em substituição a Javier De Urquiza, que renunciou depois de quase quatro meses de conflito com as patronais agropecuárias.

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