Novo premiê peruano assume com tarefa de recompor gabinete

Yehude Simón Munaro substituirá Jorge del Castillo, que renunciou em meio a escândalo de corrupção

Ansa,

13 de outubro de 2008 | 19h25

O sociólogo Yehude Simón Munaro prestará juramento na terça-feira, 14, como novo primeiro-ministro peruano, em cerimônia marcada para ocorrer na sede do governo, em Lima, após o regresso ao país do presidente Alan García, que viajou ao Equador para participar de uma reunião extraordinária do Conselho Presidencial Andino.   Veja também: Presidente do Peru aceita renúncia de ministros Escândalo põe setor petrolífero peruano sob suspeita   Simón, de 61 anos, é desde 2002 governador reeleito do Departamento (Estado) de Lambayeque, norte do país, cargo do qual terá de se licenciar para assumir a nova função. Ele substituirá Jorge del Castillo, que renunciou na última quinta-feira junto a todos os outros ministros do gabinete após um escândalo de corrupção envolvendo a empresa norueguesa Discover Petroleum Internacional (DPI), que teria sido beneficiada para explorar petróleo no país.   Filho de um imigrante palestino e uma italiana, Simón preside o pequeno partido Humanista, de centro-esquerda, e é pré-candidato às eleições presidenciais de 2011. Antes de assumir, em entrevista concedida à imprensa peruana, o novo premiê disse que se comprometerá com o combate à corrupção no país.   Além disso, revelou que tentará negociar para tentar manter no governo os ministros Luis Valdivieso (Economia e Finanças), Mercedes Aráoz (Comércio Exterior e Turismo), José Antonio García Belaunde (Relações Exteriores), Jorge Villasante (Trabalho), Rosario Fernández (Justiça), Rafael Rey (Produção) e Antonio Brack (Ambiente).   Como novo primeiro-ministro, Simón terá a complicada missão de restaurar a governabilidade no país a nível executivo. Para isso, espera contar com o apoio das distintas correntes da política peruana. O secretário-geral do partido Aprista, do governo, Mauricio Mulder, já disse que sua agremiação apoiará a gestão do novo premier. O mesmo foi manifestado pelo nacionalista Freddy Otárola, para quem "seu êxito será o êxito do país."   O partido fujimorista, porém, da oposição, parece estar dividido. Embora alguns de seus congressistas aprovaram a nomeação de Simón, a legisladora Martha Moyabno e a ex-congressista Luisa María Cuculiza - ambas muito próximas ao ex-presidente Alberto Fujimori - recordaram o passado político do novo primeiro-ministro.   Em 1992, Simón foi preso junto a outros dirigentes do partido esquerdista Patria Libre, acusado de subversão. Oito anos mais tarde, contudo, durante o governo de transição de Valentín Paniagua, o novo premier foi beneficiado por um indulto e logo recobrou suas atividades políticas, fundando o Partido Humanista.

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