Edgard Garrido/Reuters
Edgard Garrido/Reuters

Novo presidente mexicano faz acordo com oposição para agilizar reformas

Plano é aumentar a concorrência no setor das telecomunicações e reformar o sistema de ensino

Reuters

03 de dezembro de 2012 | 07h52

CIDADE DO MÉXICO - O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, assinou no domingo, 2, um acordo com os principais partidos políticos do país para aumentar a concorrência no setor das telecomunicações e reformar o sistema de ensino. O acordo foi um esforço para superar anos de impasse político no Congresso, e é firmado logo no segundo dia de mandato de Peña Nieto.

 

Peña Nieto, de 46 anos, tomou posse no sábado, trazendo de volta ao poder o Partido Revolucionário Institucional (PRI), de centro, após 12 anos na oposição. Nenhum partido detém a maioria absoluta no Congresso. "Temos que negociar para construir o consenso. Agora é a hora decisiva na história do país que exige que políticos usem um terreno comum para alcançar acordos essenciais", disse Peña Nieto em um evento no histórico Castelo de Chapultepec.

O Partido de Ação Nacional (PAN), do ex-presidente Felipe Calderón, retirou o PRI do governo em 2000, comprometendo-se a revigorar o México, mas enfrentou dificuldades para fechar grandes acordos durante os 12 anos que esteve na Presidência. Peña Nieto prometeu apoiar algumas das mesmas propostas econômicas pelas quais seu partido PRI lutava enquanto estava na oposição.

O presidente do PAN, Gustavo Madero, assinou o acordo juntamente com o líder do Partido da Revolução Democrática (PRD), de esquerda, Jesus Zambrano. Os partidos concordaram em trabalhar em três reformas: para aumentar a concorrência no setor de telecomunicações do México, melhorar a gestão das finanças públicas locais, e modernizar o sistema de ensino.

O presidente se comprometeu a impulsionar a economia do país ao tomar posse no sábado. Peña Nieto também prometeu acabar com anos de violência depois que mais de 60 mil pessoas foram mortas em confrontos entre traficantes e forças de segurança durante o mandato de Calderón.

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