Novo presidente mexicano pede apoio de rivais a reformas

O presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto, pediu nesta quarta-feira a seus rivais que apoiem reformas que ele proporá depois da posse e encarregou colaboradores próximos de negociarem acordos antes de nomear uma equipe de transição.

Reuters

11 de julho de 2012 | 18h33

O Partido Revolucionário Institucional (PRI, de Peña) não terá maioria absoluta no Congresso que toma posse em 1o de setembro, mesmo levando em conta os votos do Partido Verde, seu aliado.

Peña já disse que apresentará uma reforma fiscal para elevar a arrecadação tributária, uma das menores da América Latina, e outra para permitir a injeção de capital privado na estatal petroleira Pemex.

"O mandato cidadão claramente estabelece contrapesos ... Serei respeitoso com a visão e o aporte que façam outras forças políticas", disse Peña em nota à imprensa. "É o momento de concordar, não de impor, de construir, não de obstruir", acrescentou.

O presidente eleito nomeou seu ex-chefe de campanha Luis Videgaray como coordenador de políticas públicas dentro da sua equipe de colaboradores.

Miguel Osorio Chong, ex-governador do Estado de Hidalgo, foi nomeado como coordenador de diálogo político, e o senador Jesús Murillo foi encarregado de defender na Justiça eleitoral a vitória do PRI na eleição presidencial, que foi considerada fraudulenta pelo candidato derrotado Andrés Manuel López Obrador.

(Reportagem de Anahí Rama e Ana Isabel Martínez)

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