Novo protesto de professores agrava crise da educação no Chile

Centenas de professores chilenos sejuntaram na segunda-feira aos protestos de estudantes contra umprojeto de lei que, segundo eles, amplia a distância entrericos e pobres e não tenta melhorar a questionada qualidade daeducação pública no país. É a segunda paralisação de professores no Chile em menos deum mês. A polícia afirmou que cerca de 1.000 professores eestudantes se reuniram ao meio-dia na Praça das Armas emSantiago, a principal da cidade, em um ato pacífico.Entretanto, o ato terminou com 12 detidos em pequenosincidentes quando a polícia dispersou uma tentativa de marchaaté a sede do governo. O sindicato Colégio de Professores assegurou que cerca de90 por cento dos professores na capital e em outras regiões dopaís acataram à paralisação, embora o governo tenha indicadoque se realizaram "jornadas de reflexão" sobre a qualidade daeducação, que haviam sido marcadas com antecedência. "A paralisação se espalhou por todo o país. Foi umaconvocação acolhida pelo magistério e creio que é o primeirosinal de que estamos dando esta semana ao Parlamento e àpresidente da república de que este projeto deve ser retirado",disse a jornalistas Jaime Gajardo, presidente do Colégio deProfessores. Para a quarta-feira, os professores têm um protestoprevisto para a sede do Congresso, no porto de Valparaíso. O projeto de lei busca melhorar a qualidade da educaçãoque, segundo dirigentes estudantis e professores, não apresentamelhorias apesar do país registrar um superávit fiscal recorde. Várias escolas e sedes universitárias chilenas se encontramocupadas há semanas por manifestantes em protesto à lei geralde educação (LGE) Esta iniciativa busca modificar uma anterior, a LeiOrgânica Constitucional de Ensino (LOCE), criada um dia antesdo término do governo ditatorial de Augusto Pinochet(1973-1990). "A Lei Geral é muito melhor que a LOCE e logo vamosdefendê-la e vamos seguir adiante", disse a jornalistas aministra da Educação, Monica Jiménez. No entanto, paraestudantes e professores, as mudanças e trocas não sãosuficientes. (Reportagem de Rodrigo Martínez)

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