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Novos comandantes militares assumem cargos no Paraguai

Fernando Lugo demitiu chefes do Exército, da Marinha e da Força Aérea após rumor de golpe de Estado

Agência Estado e Associated Press,

05 Novembro 2009 | 15h20

Os novos comandantes do Exército, da Marinha e da Força Aérea do Paraguai assumiram seus cargos nesta quinta-feira, 5, um dia depois de o presidente Fernando Lugo destituir todos os chefes dos departamentos militares, rejeitando vigorosamente qualquer perigo de golpe de Estado.

 

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O governo deixou claro que Lugo procedeu de acordo com suas atribuições constitucionais para realizar mudanças, mas um ex-comandante das forças militares assegurou que o mandatário deixou desrespeitou os chefes destituídos.

 

A mudança nos integrantes da cúpula militar ocorreu uma semana antes de o Tribunal de Qualificações anunciar promoções a aposentadorias, atividade normal ao final de cada ano no Paraguai.

 

Mas as destituições também ocorreram um dia depois de Lugo assegurar em uma conferência de imprensa que como comandante em chefe das Forças Armadas, "não existe nenhum perigo de golpe de Estado promovido por militares". Ainda assim, o presidente esclareceu que "poderiam existir pequenos bolsões militares que teriam relação ou poderiam ser utilizados pela classe política".

 

Paralelamente, uma maioria de parlamentares da situação e da oposição ameaçou abrir um processo político contra Lugo, argumentando sua suposta "inépcia para governar". Um aliado do líder, o dirigente de esquerda Hugo Richert, do grupo Convergência Socialista, reconheceu que "Lugo não é um estadista, mas toda a sociedade não tem experiência para administrar assuntos públicos, porque nos últimos 60 anos um só partido, o Colorado, teve em suas mãos o poder".

 

Apesar disso, a atitude de Lugo foi criticada pelo general reformado Mario Soto, ex-comandante das Forças Armadas no governo de Nicanor Duarte (2003-8). Segundo ele, Lugo fez as mudanças logo depois de dizer que "existiriam militares expostos à manipulação política". "Esses chefes destituídos ficaram como golpistas frente à opinião pública", disse Soto.

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