Número de baixas decorridas do furacão Félix sobe para 65

Corpos de 25 índios miskitos da Nicarágua em naufrágio na costa hondurenha se somam às outras vítimas

Efe,

06 de setembro de 2007 | 21h03

O número de mortos deixados pelo furacão Félix aumentou para 65 nesta quinta-feira, 6. Ao menos 25 corpos de pescadores, possivelmente índios miskitos nicaragüenses, foram encontrados junto à embarcações naufragadas no litoral da região do Caribe oriental de Honduras, informaram fontes oficiais.   Veja também: Rota do furacão Felix  Felix e Henriette colocam autoridades em alerta Nicarágua confirma 40 mortes   "Há 25 corpos esperando para serem reconhecidos", disse à imprensa em Tegucigalpa o coronel Saúl Coca. Ele acrescentou que serão enviados "sete médicos legistas" do Ministério Público de Honduras para fazer o reconhecimento dos corpos na região de Raya, departamento (Estado) de Gracias a Dios, fronteiriço com a Nicarágua.   Saúl afirmou que as autoridades nicaragüenses estão a par do resgate dos corpos no litoral de Honduras. O chefe da Força Naval do país, capitão José Eduardo Espinal, explicou que os náufragos avistados são pelo menos 109, dos quais 57 "estão a salvo", 25 morreram e 27 seguem desaparecidos.   Os índios miskitos nicaragüenses viajavam em três embarcações rumo ao litoral hondurenho "em busca de ajuda" frente aos efeitos do furacão e antes de chegarem em terra seus navios viraram, comentou Espinal.   A sede da tribo dos miskitos fica em uma região pantanosa que faz fronteira com o norte da Nicarágua, na área mais atingida pelo furacão "Félix", que tocou terra na terça-feira em Puerto Cabezas com categoria cinco, a máxima da escala Saffir-Simpson, com ventos de mais 260 km/h.   O furacão, que na própria terça caiu de categoria cinco para um na escala Saffir-Simpson, se tornou tempestade tropical e seguiu em direção oeste rumo a Honduras, onde na quarta, já sobre Tegucigalpa, foi "rebaixada" à categoria de depressão tropical até dissipar-se.   As autoridades hondurenhas registram pelo menos dois mortos como conseqüência das últimas chuvas provocadas pela passagem do Félix.   Cruz vermelha   A Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha fez um apelo para que sejam doados artigos de emergência às 23 mil pessoas que vivem nos países da América Central atingidos pelo Félix, que já perdeu força e se tornou uma tempestade tropical.   A entidade pede US$ 825 mil, a serem usados para ajudar as agências da Cruz Vermelha destes países a distribuir barracas, mosquiteiros, cobertores, garrafas, roupas, colchonetes e tendas de plástico, entre outros materiais.   Após atingir a Costa do Mosquito, na Nicarágua, em 4 de setembro como tempestade de categoria 5, o Félix foi perdendo força até se tornar uma tempestade tropical.   No entanto, continua trazendo fortes chuvas que causam inundações súbitas e violentas, deslizamentos de terras e de lodo, e faz com que as pessoas que vivem nas regiões montanhosas de Honduras, El Salvador e Guatemala fiquem isolados do resto do país.   A FICV enviou funcionários e provisões para apoiar as operações da Cruz Vermelha local na região.   "De acordo com nossa experiência em desastres anteriores e com a topografia desta região, estamos nos preparando para responder às necessidades de socorro, fornecimento de água e saúde e recuperação, possivelmente para milhares de famílias afetadas", disse Xavier Castellanos, do escritório da FICV no Panamá.   A Cruz Vermelha hondurenha informou que muitas cidades ficaram isoladas em decorrência da queda do sistema de telecomunicações e por causa de estradas atingidas por deslizamentos de terras nas províncias de Francisco Morazán e Comayagua.

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