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Número de mortos em terremoto no Chile cai para 452, diz ministro

Governo fez recontagem após divulgação de vários números contraditórios

Efe e estadão.com.br

19 de março de 2010 | 13h12

SANTIAGO - O governo do Chile reduziu para 452 o número de mortes causadas pelo o terremoto e pelo tsunami de 27 de fevereiro, informou o novo ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter. O novo dado contém 45 vítimas a menos que no relatório anterior.

 

Hinzpeter informou que há 96 casos de desaparecidos que foram oficializados e cerca de 800 mil desabrigados, número que contrasta com os dois milhões informados nos primeiros dias.

 

No caso dos desaparecidos, o governo enviou um projeto de lei ao Congresso na quinta-feira com o objetivo de reduzir de um ano para 90 dias o tempo que os parentes terão que esperar para declará-los mortos.

 

O atual relatório é o primeiro sobre mortos divulgado pelo governo de Sebastián Piñera, no poder desde 11 de março. Nesta semana, o novo presidente criou uma equipe de seis especialistas para revisar a informação a respeito de vítimas.

 

Na quarta, o governo decidiu fazer uma recontagem das vítimas do terremoto e do tsunami. A medida foi tomada após várias listas contraditórias terem sido publicadas por diferentes escritórios do governo nas últimas duas semanas.

 

O número de mortos no terremoto aumentou no dia 3 de março, quando o então vice-ministro do Interior, Patricio Rosende, anunciou 802 óbitos. Cinco dias depois, o próprio Rosende disse que 487 pessoas haviam sido mortas e identificadas, sem explicar a discrepância para os números.

 

Na quinta, o chefe da Polícia de Investigações, Marcos Vázquez, disse que apenas 500 vítimas haviam sido identificadas e que existem outras 130 pessoas que teriam sido mortas no terremoto. O Escritório dos Serviços Médicos Legistas afirmou que apenas 323 mortos foram identificados.

 

Hinzpeter estimou em 200 mil as casas destruídas e em 40 mil as escolas com graves danos estruturais, o que prejudica cerca de um milhão de alunos em todo o país. Para ele, serão necessários US$ 30 bilhões para lidar com o problema, pois, além dos custos de reconstrução, haverá gastos de entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões em seguros.

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