Número de mortos em terremoto no Peru passa de 450

Número de feridos alcança a faixa dos 1.500; epicentro do terremoto foi no oceano, a 169 km de Lima

Agêncais internacionais,

16 de agosto de 2007 | 11h38

Uma nova contagem do número de vítimas do forte terremoto que atingiu a costa do Peru na noite de quarta-feira aponta um total de 450 mortos e mais de 1.500 feridos, informou nesta quinta, 16, o Instituto Nacional de Defesa Civil.   Veja também:  Veja as imagens  Comunidade internacional oferece apoio  Brasileiro relata momentos do terremoto  História do Peru é marcada por terremotos  'A terra se moveu como nunca'  Mais de 600 detentos fogem de cadeia  Governo brasileiro oferece ajuda humanitária  Embaixada dá instruções para brasileiros  Os piores terremotos na América Latina   Aristides Mussio, comandante da defesa civil peruana, disse que a maior parte das mortes ocorreu no departamento (Estado) de Ica. O número de mortos pode chegar a 500, segundo a agência de notícias Efe.   Segundo o último relato oficial, o terremoto teve magnitude de 8, e aconteceu às 18h40 (20h40 em horário de Brasília), com epicentro a 169 quilômetros a sudeste de Lima e a 47 quilômetros de profundidade, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).   Governos da América e Europa ofereceram apoio e ajuda humanitária ao Peru. A ONU colocou em estado de alerta toda sua rede de ação para casos de desastres naturais se Lima julgar necessário.   O presidente do Peru, Alan García, transmitiu pela televisão local uma mensagem de condolências às famílias das vítimas. "Infelizmente já temos cifras oficiais. Antes tínhamos rumores, mas agora já são números confirmados", disse à Reuters Luiz Palomino, chefe do Indeci, por telefone.   "Há casas que caíram totalmente, as vias também estão ruins, as pessoas estão dormindo nas ruas. É um panorama realmente bastante desolador", disse o ministro da Saúde na emissora estatal de televisão.   Segundo autoridades, os piores danos aconteceram na província de Canete, ao sul de Lima, e nas províncias de Pisco e Chincha, na região Inca, a 300 quilômetros da capital.   "Eu estava com os meus filhos quando começou o movimento, e aí vi as paredes caindo. Minha casa está sem condições. O hospital me emprestou uma barraca para que meus filhos possam dormir", disse à Reuters Milagros Meneses, 35 anos, que trabalha em um hospital de Canete.   A estrada Panamaricana Sul, que liga Lima a Inda, está com alguns trechos interditados por causa dos buracos causados pelo tremor.   Devido a problemas na telefonia e a um grande congestionamento nas linhas, as emissoras de rádio se transformaram no principal meio usado pelos peruanos para entrar em contato com seus parentes em pontos diferentes do país.   Mais de 600 presos fugiram de uma prisão na cidade de Chincha, cerca de 200 km ao sul de Lima, depois que as paredes do local ruíram com o impacto do terremoto. Autoridades informaram que apenas 29 detentos foram recuperados. O tremor também destruiu parcialmente a prisão de Ica e fontes oficiais negam que os presidiários tenham escapado.   A cidade de Pisco, uma das mais afetadas pelo terremoto, amanheceu nesta quinta sem serviços básicos, com problemas de comunicação e com 70% de sua infra-estrutura destruída, afirmaram fontes oficiais, segundo o peruano La República.Dos mortos já contabilizados, ao menos 200 são de Pisco, informou o ministro peruano da Saúde, Carlos Vallejos. Os residentes passaram a noite agrupados em praças e jardins.Por problemas na telefonia e um grande congestionamento nas linhas, as emissoras de rádio se converteram em um meio de conexão entre os peruanos, que procuram seus parentes em distintos pontos do país.   O hospital da cidade está em sua capacidade máxima, com poucos medicamentos e com desabastecimento no banco de sangue.   Na sede municipal, se acumulam muitos corpos que não puderam ser enviados ao necrotério por falta de capacidade, enquanto outros estão espalhados pelas ruas de Pisco, como podia ser visto em imagens transmitidas pela televisão local.   Em Lima, canais locais de televisão mostraram imagens de desmoronamentos, vidros quebrados e incêndios. Os edifícios de escritórios da capital balançaram durante pelo menos 20 segundos e muita gente saiu correndo para as ruas. Diversas regiões de Lima e do sul do país registraram cortes de fornecimento de energia e comunicações.   O governo decretou alerta vermelho em todos os hospitais do país e estado de emergência em Inca. O presidente ordenou a suspensão das aulas como medida preventiva, devido ao mau estado de algumas escolas.   Depois do terremoto, o Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico emitiu um aviso para Peru, Equador, Chile e Colômbia, que depois foi cancelado.   Em 1970, cerca de 50.000 pessoas morreram durante um terremoto que provocou uma avalanche de gelo e barro que enterrou o povoado de Yungay, ao norte de Lima.   Matéria ampliada às 18h36.

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