Obama diz que não planeja instalar base militar na Colômbia

Presidente americano justifica acordo militar com Bogotá afirmando que quer melhorar laços de cooperação

Efe,

07 de agosto de 2009 | 16h17

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira, 7, que não tem intenções de instalar uma base militar na Colômbia e que o país apenas tenta melhorar os laços de cooperação com a nação sul-americana. Obama fez a afirmação num encontro com um pequeno grupo de jornalistas de meios de comunicação espanhóis convocado à Casa Branca por ocasião da Cúpula da América do Norte, que acontecerá neste fim de semana em Guadalajara (México).

 

"Acho que é um bom momento para desbancar o mito de que estamos estabelecendo bases militares americanas na Colômbia. A declaração não se apoia em fatos, assim é que sejamos absolutamente claros que temos um acordo de segurança com a Colômbia durante muitos anos e o atualizamos", explicou Obama. Sem citar nomes, o presidente americano assegurou que "alguns na região estão tentando desempenhar um papel utilizando a tradicional retórica anti-ianque".

 

Washington e Bogotá negociam um acordo para que os Estados Unidos possam usar sete bases colombianas para fazer operações conjuntas na luta contra o tráfico de drogas. Essas operações antes eram realizadas na base de Manta, no Equador, cuja concessão não foi renovada aos Estados Unidos pelo presidente equatoriano, Rafael Correa.

 

"Há assuntos entre Colômbia e Equador que têm pouco a ver com os Estados Unidos", disse Obama em referência às críticas que Bogotá recebeu dos países da região. O presidente americano explicou que o acordo é uma atualização do tratado de cooperação militar que os dois países têm. "Não temos nenhuma intenção de estabelecer uma base militar americana na Colômbia", afirmou.

 

"Não autorizei uma base militar americana na Colômbia, não me pediram", insistiu em várias ocasiões.

"Esta é uma continuação da assistência que provimos (ao país)", disse Obama. "Não temos intenção de enviar um grande número de tropas adicionais à Colômbia", acrescentou.

 

O presidente americano reconheceu que a "Colômbia tem uma preocupação legítima com a operação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na fronteira" com o Equador. Porém, expressou o desejo de que a Colômbia e os países vizinhos possam "operar de forma pacífica" e resolver os problemas através do diálogo.

 

A Colômbia e o Equador romperam relações diplomáticas em março de 2008 depois que o Exército colombiano bombardeou um acampamento das Farc em território equatoriano, no qual morreram 26 pessoas, entre elas "Raúl Reyes", um dos líderes das Farc.

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