J Scott Applewhite/AP
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Obama pretende diminuir a ajuda a América Latina

Novo plano orçamentário reduz em quase 10% quantia enviada pelo departamento de Estado ao continente

Efe,

01 de fevereiro de 2010 | 22h43

O plano orçamentário apresentado nesta segunda-feira, 1º, pelo presidente Barack Obama prevê uma diminuição da ajuda do Departamento de Estado enviada a América Latina, em particular para O México e Colômbia, seus dois maiores receptores.

 

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O plano contempla dedicar no exercício fiscal de 2011, que começa em outubro, US$2,044 bilhões em ajuda militar e ao desenvolvimento do continente. Esta cifra é inferior em quase 10% aos US$2,21 bilhões do exercício atual.

 

O subsecretário de Estado,Jacob Lew, admitiu nesta segunda em uma coletiva de imprensa a redução nos fundos para os dois principais programas de ajuda a América Latina: o Plano Colômbia e a Iniciativa Mérida.

 

Segundo Lew, "um (projeto) passa da primeira fase para a segunda fase, uma vez concluída a compra de equipamentos pesados (...). Assim, há certas áreas em que os números (de ajuda) diminuem (...). Essas são razões positivas para que (os pressupostos) caiam".

 

Mesmo com os cortes para a América Latina, o departamento de Estado terá mais fundos para o ano fiscal de 2011 de acordo com o plano orçamentário apresentado nesta segunda. Seus recursos serão elevados de US$50,7 bilhões, no exercício atual, para US$56,8 no seguinte.

 

A maioria das outras áreas do governo não terá a mesma sorte, pois a proposta impõe a congelação parcial dos gastos durante três anos para controlar o déficit do governo.

 

A proposta deve ser debatida no Congresso, onde os deputados normalmente modificam os números propostos pela Casa Branca.

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