Obama recebe Préval para discutir ajuda ao Haiti

Presidente haitiano busca bilhões de dólares para reestruturar país completamente devastado por terremoto

Agência Estado,

10 de março de 2010 | 09h04

O presidente dos EUA, Barack Obama, encontra-se nesta quarta-feira, 10, com o presidente do Haiti, René Préval, para renovar o compromisso dos EUA de apoio ao país caribenho em sua reconstrução, após a nação ser devastada por um terremoto de magnitude 7 em 12 de janeiro.

A reunião entre os presidentes ocorre antes de uma conferência internacional de doadores para o Haiti, prevista para este mês. Obama e Préval devem discutir o auxílio já sendo dado, a recuperação e os esforços para reconstruir o Haiti.

Préval busca bilhões de dólares para reerguer a nação, a mais pobre das Américas. No tremor, em janeiro, morreram mais de 220 mil haitianos, segundo dados oficiais. Cerca de 70% das mortes ocorreram na capital, Porto Príncipe, e mais da metade da economia haitiana também foi afetada.

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Na semana passada, Washington e as Nações Unidas anunciaram que haverá uma conferência de doadores para o Haiti em Nova York, no dia 31. A iniciativa busca mobilizar apoio internacional para a reconstrução haitiana.

Eleições

Préval se encontrou na terça com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. A mais importante diplomata dos EUA pediu que ocorram eleições no Haiti o mais breve possível. Havia pleitos parlamentares marcados para fevereiro e março, mas eles foram cancelados após o terremoto de janeiro.

Um milhão de haitianos ficaram desabrigados após o tremor. Os sobreviventes afirmam que problemas no governo, como ineficiência e corrupção, além de construções precárias, tornaram o desastre ainda pior. O terremoto haitiano foi menos poderoso que o ocorrido no Chile em 27 de fevereiro, mas no Haiti houve muito mais mortes e destruição.

Préval, de 67 anos, foi presidente entre 1996 e 2001. Atualmente, ele não pode buscar um novo mandato e deve deixar o poder em fevereiro de 2011. As eleições presidenciais no país estão previstas para dezembro.

"Hoje, nós enfrentamos uma situação histórica que nos permitirá reconstruir, refundar esse país", disse Préval. "No passado, tudo estava concentrado e focado na capital, onde as elites políticas e econômicas do país vivem, e o restante do país era negligenciado." As informações são da Dow Jones.

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