Obama visita México com foco no combate ao narcotráfico

No início da 1ª viagem na América Latina, presidente deve enfatizar apoio ao governo mexicano

Agência Estado e Associated Press,

16 de abril de 2009 | 11h35

Confrontando uma ameaça à segurança na fronteira dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama visita o México nesta quinta-feira, 16. A breve missão diplomática tem como meta demonstrar solidariedade ao vizinho e provar que os EUA são sérios no combate ao fluxo de drogas e armas entre os países.

 

Durante a parada em Cidade do México, Obama enfatizará a cooperação entre os países e provavelmente também enfocará a energia limpa. Mas a crise econômica e o sangrento problema do narcotráfico serão os principais temas. Também devem ser discutidos o fluxo de armas dos EUA para o México, que o país latino quer proibir, e o impasse na passagem de caminhões do México para o vizinho, além da imigração. O presidente norte-americano deve chegar ao vizinho às 15h10 (de Brasília). A entrevista coletiva ao lado do presidente mexicano, Felipe Calderón, está prevista para às 17h45.

 

A guerra contra o narcotráfico no México se espalha pelos Estados Unidos, como uma crise estrangeira muito mais próxima que os na Coreia do Norte e no Afeganistão. O México é o principal ponto de entrada para cocaína e outras drogas nos EUA. Já o país do norte é a principal fonte das armas que entram no México e são em grande parte usadas em homicídios relacionados ao narcotráfico.

 

A postura agressiva do presidente do México, Felipe Calderón, na luta contra os narcotraficantes rendeu apoio dos EUA. Nesta quinta-feira, Obama deve elogiar a luta do governo Calderón para lidar com o problema.

 

A secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, disse que as consultas com o México sobre o narcotráfico não são para trocar acusações, mas sim para "resolver o problema". O México é o único país que Obama visitará antes de seguir para a Cúpula das Américas, na caribenha Trinidad e Tobago, entre sexta-feira e domingo.

 

Mais de 10 mil pessoas já morreram desde 2006 em crimes relacionados ao narcotráfico, desde que Calderón aumentou o esforço contra os cartéis. O Departamento de Estado diz que os assassinatos e sequestros em território norte-americano também aumentam. Um relatório militar dos EUA divulgado há cinco meses afirmou que o México poderia se tornar um Estado falido. Outro país que correria esse risco é o Paquistão. A afirmativa enfureceu autoridades mexicanas e a equipe de Obama desaprovou o documento.

 

Em visita recente, a secretária de Estado Hillary Clinton afirmou que os EUA também têm responsabilidade pelo problema do narcotráfico. O México pede que os norte-americanos retomem uma lei que proíbe armas de estilo militar, que valeu durante o governo de Bill Clinton, mas foi banida sob George W. Bush. "Eu acho que era uma legislação muito boa", disse Calderón à ABC News, em entrevista concedida um dia antes da chegada de Obama.

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