Odebrecht chega a acordo com Equador sobre hidrelétrica

Empresa brasileira 'aceita 90% das exigências do Estado'; Correa ameaçou expulsá-la por falhas em usina

Efe,

20 de setembro de 2008 | 14h34

A empresa Odebrecht, que foi ameaçada de expulsão do Equador por erros na operação de uma central hidrelétrica, permanecerá no país, após as negociações com o governo equatoriano nas quais aceitou grande parte das condições, informa neste sábado, 20, reportagem do jornal Expreso. Veja também:Presidente do Equador ataca Odebrecht e ameaça expulsá-la A Odebrecht "aceitou pelo menos 90% das exigências do Estado", segundo o periódico. "O que abriu o caminho para o acordo é que a Odebrecht depositou ontem (sexta-feira) nas contas do Estado o valor do lucro cessante, calculado até o momento em US$ 16 milhões, o resto será quitado em outubro, quando terminar o conserto da hidrelétrica San Francisco", indica. Além disso, devolveu US$ 13 milhões, os quais recebeu por "aceleramento da obra". Também aceitou assumir todos os custos de conserto da central afetada e dos acertos que forem feitos agora e os de 2009, acrescenta. "A Odebrecht acatou as exigências do Estado porque é sua responsabilidade regular o que fez mal", disse Bernardo Enríquez, representante do presidente do Equador, Rafael Correa, no setor elétrico. Os acordos foram assinados na quinta-feira à noite, após Correa ter exigido resultados. Ainda restam alguns detalhes pendentes, como definir quem fará a "análise técnica internacional" sugerida pela empresa brasileira, para que, através de uma auditoria, se estabeleçam os graus de responsabilidade da construtora na central de San Francisco. "O Estado está disposto a que o caso seja submetido a um observador ou perito internacional para que, em estrita justiça, determine as responsabilidades. Isso convém ao país para que não se diga que estão sendo cometidas arbitrariedades com as empresas", disse Esteban Cazares, subsecretário de Eletricidade. "Que venha uma comissão ou técnicos internacionais e revise o que quiserem, pois aqui o único prejudicado foi o Estado", disse Alfredo Vera, secretário Anticorrupção. A empresa brasileira é investigada por Vera e pela Promotoria do Equador depois que técnicos equatorianos detectaram erros estruturais na hidrelétrica de San Francisco, situada na Amazônia equatoriana, construída por essa firma. O governo deu a Odebrecht até 4 de outubro para que conserte os danos na usina hidrelétrica fechada desde 6 de junho, um ano depois que a brasileira fez a entrega formal da obra.

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