Odebrecht confirma vazamento em hidrelétrica equatoriana

Rafael Correa pediu expulsão de construtora brasileira do Equador; indenização está sendo negociada

Cley Scholz, de O Estado de S. Paulo,

15 de setembro de 2008 | 17h17

O consórcio formado pela Odebrecht, Va Tech e Alston está negociando com o governo do Equador a reparação dos danos detectados na hidrelétrica de San Francisco, no Equador. Ainda não está definido o valor da indenização que o consórcio pode ter de pagar pelos prejuízos causados à economia do país - segundo o consórcio, a indenização está sendo negociada. A usina, que custou US$ 282 milhões, está parada há quase três meses por vazamentos no túnel de condução das águas para as turbinas. Os problemas, segundo o consórcio, foram detectadas em uma "inspeção de rotina."    Veja também: Presidente equatoriano quer expulsar Odebrecht do Equador   Nesta segunda-feira, 15, o presidente equatoriano, Rafael Correa, disse que se a obra não fosse reparada e a empresa não pagasse o que o Estado exigia, poderia seria expulsa do país. "Se não prestarem contas, terão que ir embora", destacou ele, em entrevista na televisão. Estes senhores (da empresa brasileira) foram corruptos e corruptores; compraram funcionários do Estado. O que está sendo feito é um assalto ao país", continuou.   A operação da usina de 230 megawatts de potência teve de ser interrompida e quase 300 operários foram mobilizados para providenciar os reparos e permitir que ela volte a funcionar.  O consórcio promete que a hidrelétrica, que havia sido entregue em julho do ano passado, estará novamente em operação até o dia 4 de outubro. Fontes de uma das empresas integrantes do consórcio atribuíram ao clima de disputa eleitoral no Equador os ataques do presidente Rafael Correa à construtora Odebrecht .   A construtora brasileira está no Equador há 20 anos e tem outras quatro obras em andamento, ondeemprega cerca de três mil trabalhadores. Em nota oficial, o consórcio Odebrecht, Va Tech e Alston informou que o contrato da hidrelétrica de São Francisco foi assinado em fevereiro de 2004, com prazo de execução de 48 meses.   A inauguração da usina aconteceu em junho de 2007, com antecipação de nove meses em relação ao prazo pactuado. Um ano após a sua inauguração, "durante uma parada rotineira de manutenção e inspeção programada", foram detectados "problemas pontuais" no túnel de condução das águas para as turbinas, além do desgaste excessivo de rodas d'água das turbinas e falhas no sistema de esfriamento, provocadas por questões que estão sendo analisadas.   O consórcio, após avaliação de consultores nacionais e internacionais, decidiu compra uma roda d'água da turbina para estoque; recuperar as rodas d'água das turbinas 1 e 2; recuperar o túnel; recuperar e daracabamento à chaminé de equilíbrio e, adicionalmente, estender a garantia técnica dos trabalhos de reparo.   "O compromisso do Consórcio Odebrecht-Alstom-Va Tech com o povo e o governo equatorianos é fazercom que a Central Hidrelétrica de São Francisco reinicie a sua operação normal no próximo dia 4 de outubro", assegura o comunicado.     (Com informações da Reuters)  

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