OEA apóia integridade da Bolívia sem condenar plebiscito

Organização defende o diálogo para resolver conflito gerado pelo plebiscito sobre autonomia em Santa Cruz

Efe,

03 de maio de 2008 | 02h45

A Organização dos Estados Americanos (OEA) expressou neste sábado, 3, seu respaldo à integridade territorial da Bolívia, e defendeu o diálogo para resolver o conflito gerado pelo plebiscito sobre autonomias regionais que acontecerá no próximo domingo no departamento de Santa Cruz. A resolução, adotada na madrugada deste sábado, após sete horas de negociações, não inclui a rejeição ou a condenação da convocação do plebiscito, como pedia o Governo de Evo Morales. No texto, a OEA expressa seu respaldo ao Governo boliviano, assim como às instituições democráticas e às autoridades eleitas, e pede que o Executivo e as autoridades de Santa Cruz "esgotem todas as instâncias de diálogo, para encontrar uma saída constitucional e democrática ao conflito". A OEA também indicou que acolhe "com satisfação" as manifestações relativas à ordem constitucional e à integridade territorial, e rejeitou "qualquer tentativa de ruptura das mesmas". O documento foi adotado por aclamação, depois de o secretário de Assuntos Políticos da OEA, o ex-chanceler argentino Dante Caputo, manifestar seu temor de que a crise na Bolívia possa acabar em violência. "O problema da Bolívia hoje é humanitário. Meu temor é que a violência se transforme em tema central da política", disse Caputo ao apresentar um relatório sobre suas gestões para resolver o conflito ao Conselho Permanente da OEA, reunido em sessão extraordinária. Pouco antes, o chanceler boliviano, David Choquehuanca, tinha reiterado a "vontade de diálogo" de seu Governo, mas acusou as autoridades de Santa Cruz de recusar qualquer tipo de negociação. "As portas do diálogo que o irmão presidente Evo Morales abriu foram bloqueadas", manifestou.

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