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OEA comemora decisão de dissidente cubano de abandonar greve de fome

Fariñas deixou jejum que começou há quatro meses após anúncio de libertação de presos políticos

Efe,

08 de julho de 2010 | 22h01

WASHINGTON- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, expressou nesta quinta-feira, 8, sua satisfação com o anúncio da libertação de 52 presos políticos cubanos e celebrou a decisão do dissidente Guillermo Farinas de abandonar a greve de fome.

 

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O titular da OEA disse em comunicado que a decisão do governo cubano "é um passo positivo que abre caminho a uma mudança do clima interno que a ilha vive e leva a crer que vem havendo pontos de diálogo entre os cubanos".

 

Ele parabenizou as autoridades eclesiásticas cubanas pelo papel que exerceram nas negociações entre o presidente cubano, Raúl Castro, e o arcebispo de Havana, o cardeal Jaime Ortega.

 

Insulza também agradeceu ao ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, pela decisão de "fortalecer com sua presença a culminação deste bem-sucedido processo".

 

O secretário-geral da OEA já tinha qualificado na quarta-feira o anúncio da libertação de presos como uma "grande notícia", mas considerou "prematuro" prever mudanças da comunidade internacional em relação a Havana.

 

O dissidente cubano Guillermo Fariñas abandonou hoje a greve de fome que começou há mais de quatro meses diante do compromisso do governo de Raúl Castro de libertar 52 presos políticos, cinco dos quais serão libertados de forma iminente e viajarão à Espanha nos próximos dias.

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