OEA conclui relatório sobre conflito entre Colômbia e Equador

Documento será apresentado ao Conselho Permanente da organização, perante os chanceleres da América

Efe,

14 de março de 2008 | 21h27

A comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA), que visitou a fronteira entre Equador e Colômbia para analisar a incursão colombiana em território equatoriano, concluiu nesta sexta-feira, 14, em Washington o relatório que apresentará na segunda-feira, 17, perante os chanceleres da América.   Veja também: Rice defende combate ao 'terrorismo' na América do Sul    O relatório, segundo fontes da organização, será entregue no sábado, 15, ao Conselho Permanente que se reunirá à tarde para analisá-lo e tentar elaborar um documento - resolução ou declaração - que crie bases para evitar conflitos do mesmo tipo no futuro.   Fontes consultadas nesta sexta-feira, 14, em Washington, não descartaram que entre as recomendações da OEA possa figurar a criação de uma "missão de vigilância com força moral" para evitar que se repitam violações territoriais desse tipo na região.   O documento que a OEA começará a preparar no sábado, cuja elaboração pode se prolongar durante todo o fim de semana, conterá recomendações com o intuito de contribuir para aliviar as tensões existentes entre os países.   A Comissão é liderada pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, além de representantes da Argentina, Brasil, Panamá, Peru e Bahamas, em sua qualidade de presidente rotativo do Conselho Permanente.   Ambos os países têm relatos diferentes em relação ao ponto de disparo ao acampamento das Farc em território equatoriano. Insulza destacou que a intenção do relatório final "mais do que pôr fim às dificuldades, colocará ênfase no que pode ser feito para que estes fatos não voltem a ocorrer".   Espera-se que na reunião de segunda-feira em Washington estejam mais de quinze chanceleres. O número ainda não foi oficialmente confirmado pela OEA.  

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