OEA decide enviar 'o mais rápido possível' missão a Honduras

Líder deposto de Honduras Manuel Zelaya afirmou que futuro do golpe em Honduras depende de Obama

Efe,

05 de agosto de 2009 | 19h25

A Organização dos Estados Americanos (OEA) enviará "o mais rápido possível" uma missão de chanceleres a Honduras para tentar persuadir o Governo de Roberto Micheletti a aceitar o Acordo de San José, mas a comissão ainda não foi constituída.

 

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O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, explicou depois da sessão fechada do Conselho Permanente do organismo interamericano que "existe consenso" sobre o envio da missão.

 

Ainda falta, porém, formá-la, e, para isso, é preciso "buscar nomes, conversar com os chanceleres e buscar um adequado equilíbrio" regional na composição e de datas, explicou.

 

"Vamos formar uma missão, acho que já existe um consenso sobre isso, o meu problema agora é formá-la, buscar os nomes, conversar com os chanceleres, buscar um adequado equilíbrio, um equilíbrio nas datas e isso vamos anunciar, espero, até sexta-feira", afirmou Insulza à imprensa.

 

Obama

 

O líder deposto de Honduras Manuel Zelaya afirmou nesta quarta-feira, 5, que se o golpe de Estado no país for revertido, aplaudirá o presidente americano, Barack Obama, mas, caso contrário, o "denunciará".

 

De acordo com Zelaya, que hoje completou seu segundo dia de visita à capital mexicana, se "realmente" Obama "quer de forma sincera reverter esse golpe, esses golpistas demorariam cinco minutos, porque a economia de Honduras, todas nossas atividades militares comerciais e de migração, dependem dos Estados Unidos".

 

Em homenagem feita por várias organizações sociais na capital mexicana, o líder hondurenho assegurou que, "com uma decisão de cinco minutos" do Governo americano, "esse golpe cai em Honduras".

 

"Vamos ver até onde vai a sinceridade, a força e a convicção democrática que Obama tem com este golpe em Honduras. Está em desafio sua posição, está em um desafio", informou.

 

Zelaya assegurou que será importante a reunião que o presidente do México, Felipe Calderón, terá com o líder americano no marco da cúpula anual da Aliança para a Segurança e a Prosperidade da América do Norte (Aspan), que será realizada em Guadalajara entre 9 e 10 de agosto.

 

"Ele (Calderón) vai estar com o presidente Obama em Guadalajara e dessa conversa também dependerá a força que os Estados Unidos terão para tornar efetivas as decisões contra o golpe", afirmou.

 

"Se o golpe de estado se reverter, vamos aplaudi-lo (Obama), se não, vamos apontá-lo e denunciá-lo, porque estamos perdendo um direito que não estamos dispostos a depositar nas mãos dos que se opõem à mudança em nossos países", acrescentou Zelaya.

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