OEA descarta fracasso na liberação de reféns das Farc

Secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, acredita que a operação ainda não teve fim

Efe,

02 de janeiro de 2008 | 13h48

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, descartou nesta quarta-feira, 2, que a tentativa de libertação de três reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deva ser considerada um fracasso.   Insulza responsabilizou a guerrilha pelos problemas surgidos nos últimos dias. "As Farc são uma organização muito hermética e muito imprevisível, então de repente podem aparecer entregando informação a respeito de onde estão as pessoas", afirmou.   O secretário-geral disse em entrevista à rádio Cooperativa que, apesar da tensão entre Venezuela e Colômbia, não é certo dar por fracassada a tentativa de libertação de Clara Rojas, seu filho Emmanuel e da ex-congressista colombiana Consuelo González.   A "Operação Emmanuel" foi interrompida na terça-feira, quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, divulgou uma declaração das Farc em que a guerrilha afirmava que operações militares colombianas impediam a entrega das coordenadas do lugar onde seriam libertados os reféns.   O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, acusou a guerrilha de mentir e assegurou que os reféns não foram libertados porque Emmanuel, nascido de uma relação entre Clara Rojas e um guerrilheiro, não está em poder das Farc. Ele estaria vivendo em Bogotá, sob outra identidade.   Os parentes da companheira de chapa da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, também seqüestrada pelas Farc, se submeterão a testes de DNA para verificar a afirmação de Uribe.   Segundo Insulza, quem ganha com esta polêmica é a guerrilha, porque assim "consegue o que quer: publicidade e dividir o povo, como se algum dos Governos fosse culpado".   "Eu acho que aqui o principal é não confundir, em nenhum caso, onde estão os verdadeiros culpados disto, aqui os responsáveis não são nem o presidente Álvaro Uribe nem o presidente Hugo Chávez", ressaltou.   Uribe, segundo ele, "faz tudo que pode para proporcionar a paz a seu país", enquanto Chávez "fez um grande esforço pessoal".   "Os responsáveis são os seqüestradores, os que retêm estas pessoas", acrescentou.   O secretário-geral comentou que as Farc mantêm muitas pessoas seqüestradas "desde antes de Álvaro Uribe assumir a Presidência".

Tudo o que sabemos sobre:
OEAFarc

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.