Damon Winter/The New York Times
Damon Winter/The New York Times

OEA diz que é preciso agilizar e coordenar ajuda aos haitianos

Para secretário da Organização dos Estados Americanos, auxílio está chegando, mas 'deve ser mais rápido'

Efe,

18 de janeiro de 2010 | 20h00

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, falou nesta segunda-feira, 18, em Santo Domingo sobre a necessidade de coordenar e agilizar a ajuda enviada aos haitianos após o terremoto do último dia 12.

 

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O diplomata chileno reconheceu que "todo o mundo" reagiu diante da tragédia ocorrida no Haiti e que a ajuda está chegando, mas, em sua opinião, deve ser "mais rápido".

 

Além disso, Insulza ressaltou a importância de coordenar os contínuos envios de ajuda humanitária dirigidos ao Haiti após a tragédia que, segundo ele, "não tem comparação em um continente acostumado a furacões e terremotos".

 

"Nunca tínhamos visto o que aconteceu", disse Insulza durante sua participação na cúpula "Unidos por um melhor futuro para o Haiti", convocada pelo governante dominicano, Leonel Fernández, e na qual esteve presente o presidente haitiano, René Préval, e que foi .

 

Insulza aproveitou para informar que não houve mortes entre os membros do sistema da OEA que trabalham no Haiti, ao mesmo tempo em que pôs à disposição das autoridades da Chancelaria haitiana uma das instalações da organização no país.

 

A reunião servirá para preparar a Cúpula Mundial pelo Haiti, uma iniciativa da comunidade internacional para debater a reconstrução do país. Também compareceram ao encontro representantes de Brasil, Estados Unidos, Canadá, Espanha e de vários países da América Latina e do Caribe.

 

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital haitiana. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

 

O Exército brasileiro informou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto. A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Cost, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.

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