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OEA diz que 'falta passo final' para acordo em Honduras

Victor Rico, enviado da organização, afirma que ainda acredita em uma solução para a crise

Efe,

27 de outubro de 2009 | 19h04

O secretário de Assuntos Políticos da Organização dos Estados Americanos (OEA), Victor Rico, chegou nesta terça-feira, 27, a Honduras para tentar retomar o diálogo formal entre as comissões de Manuel Zelaya e Roberto Micheletti, e disse que, para concretizar um acordo, apenas "falta dar o passo final".  

 

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"Viemos aqui continuar acompanhando e apoiando o diálogo entre hondurenhos. Acreditamos que, apesar das dificuldades, podemos manter a esperança de que seja alcançado um acordo para benefício de todos os hondurenhos", afirmou Rico à imprensa, ao chegar a Tegucigalpa.

 

De fato, acrescentou, apenas "falta dar o passo final e, para isso, é preciso um esforço final, um esforço que é grande, que é importante, mas falta dar esse empurrãozinho final".

 

Rico já esteve em Honduras no início deste mês para promover o início das negociações entre os representantes do presidente destituído Manuel Zelaya e do governante de fato Roberto Micheletti.

 

Este diálogo foi dado por fracassado na sexta-feira passada por Zelaya, já que não se chegou a um acordo sobre a restituição dele ao poder, apesar de, segundo o representante da OEA, "os delegados de ambas as partes terem conversado informalmente estes dias".

 

"Precisamente, viemos para que voltem a se sentar formalmente (para negociar) e façam o esforço final que é preciso para chegar a um acordo para benefício dos hondurenhos", disse.

 

O que se procura é "que, com base nesse acordo político, possamos ter eleições no final de novembro com a normalidade, a tranquilidade e o espírito cívico que os hondurenhos merecem", acrescentou.

 

Rico afirmou que a OEA não fará nenhuma nova proposta para reativar as conversas, "porque é um diálogo que os hondurenhos têm que realizar, e a proposta tem que vir dos próprios hondurenhos".

 

Acrescentou também que o organismo regional, "sem dúvida", apoiará qualquer compromisso se "as duas partes assinarem, incluindo o presidente Zelaya".

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