OEA diz seguir com atenção atual processo político em Cuba

Entidade expulsou país em 1962, três anos depois de Fidel Castro derrubar o ditador Fulgencio Batista

Nelson Bocanegra, da Reuters,

02 de junho de 2008 | 11h02

A Organização dos Estados Americanos (OEA) segue de perto o processo político realizado atualmente em Cuba e acredita que o país caribenho ingressará novamente na entidade, afirmou no domingo, 1, o secretário-geral José Miguel Insulza. A autoridade disse que, por se tratar de um tema complexo, não deseja vê-lo transformado em motivo de desavenças entre os 34 países-membros da OEA, entre os quais os EUA. A entidade expulsou Cuba em 1962, três anos depois de Fidel Castro ter derrubado do poder o ditador Fulgencio Batista, depois do que o governo norte-americano impôs um bloqueio comercial à ilha. "Nosso desejo será sempre o de ver essa querida nação irmã reintegrada plenamente a nossa organização", afirmou Insulza, na abertura da 38.ª Assembléia Geral da OEA. No final de fevereiro passado, o Parlamento cubano elegeu Raúl Castro para suceder Fidel, irmão dele, no comando do país. Fidel abandonou o poder devido a uma grave doença intestinal. "Repito ainda a minha convicção de que qualquer processo de mudança em Cuba só deveria ocorrer por vontade dos cubanos, mediante um processo pacífico e progressivo que respeite plenamente os princípios da democracia, da autodeterminação e da não-intervenção, princípios esses que devem pautar a convivência entre os países americanos", acrescentou o secretário-geral. Desde a posse de Raúl como chefe do Conselho de Estado, Cuba anulou algumas restrições vigentes no país, entre as quais a restrição sobre a compra de computadores pelos cubanos.

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