OEA fará reunião extraordinária sobre lei de imigração da UE

Bloco americano se encontrará na quinta para analisar e expressar o desacordo com medidas antiimigração

Efe,

24 de junho de 2008 | 15h40

O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou nesta terça-feira, 24, que na quinta fará em Washington uma reunião extraordinária para analisar e expressar o desacordo com a nova regra de retorno de imigrantes ilegais da União Européia (UE). A representante do Peru, María Zavala, considerou "polêmicas" algumas das medidas adotadas pela União Européia, que "trará sérios contratempos à reunião familiar e prejudicará os grupos mais vulneráveis."   Veja também: Lula acusa UE de xenofobia em nova lei de imigração Senado italiano aprova expulsão de imigrantes Lei antiimigração 'é insulto', diz eurodeputado Brasil 'lamenta' endurecimento de lei de imigração   Ela afirmou que esta lei afetará oito milhões de pessoas, entre elas "um bom número de cidadãos procedentes da América Latina". Zavala manifestou preocupação com uma das disposições que contempla o internamento, por até 18 meses, dos imigrantes que se encontrem em situação irregular.   A lei de retorno de imigrantes ilegais aprovada na semana passada pelo Parlamento Europeu prevê, entre outras medidas, o internamento dos imigrantes ilegais por um máximo de seis meses antes de ser expulsos, período que pode se ampliar por outros 12 meses em casos excepcionais.   Governos e organizações sociais latino-americanas rejeitaram a nova norma do bloco porque consideram que viola os direitos humanos e equipara os imigrantes ilegais a criminosos.   A proposta apresentada nesta terça na OEA foi apoiada pelo Paraguai e por todos os representantes dos países membros do organismo.

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