OEA pede 'máxima prudência' a Colômbia e Venezuela

Secretário-geral José Miguel Insulza espera diálogo para solução da crise

Efe,

21 Novembro 2009 | 04h51

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pediu na sexta-feira aos governos da Colômbia e Venezuela para que mantenham a "máxima prudência" na crise que enfrentam, e voltou a pedir o diálogo entre as partes como solução para resolver suas diferenças.

 

Por meio de um comunicado, Insulza manifestou sua preocupação pelos incidentes ocorridos nos últimos dias na fronteira entre os países, em referência à destruição de duas pontes sobre o rio Táchira feita pelo Exército venezuelano, e à detenção de um "importante político colombiano" por forças militares do país liderado por Hugo Chávez.

 

O ex-ministro da Defesa e atual candidato do Partido Liberal Colombiano à presidência da Colômbia, Rafael Pardo, foi detido hoje pela Guarda Nacional da Venezuela em uma ponte fronteiriça, levado ao país vizinho e liberado pouco depois.

 

"O aumento da violência contribui para a instabilidade da região e cria a possibilidade de incidentes maiores", advertiu Insulza.

 

Por isso, o secretário-geral da OEA pediu à Colômbia e à Venezuela para que adotem postura cautelosa, e lembrou mais uma vez as propostas de diálogo que ele mesmo fez nos últimos dias.

 

"A Cúpula de Países Amazônicos do dia 26 de novembro ou a Cúpula Ibero-Americana do dia 29 são instâncias propícias para esse diálogo", ressaltou.

 

Nesta sexta-feira, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, classificou como "muito grave" a explosão das duas pontes sobre o rio Táchira, mas insistiu em manter um tom conciliador, ao afirmar que seu Governo "não produzirá gestos de guerra".

 

As relações entre Colômbia e Venezuela atravessam período de tensão também motivado pelo convênio militar assinado entre Bogotá e Washington, que prevê o uso de sete bases colombianas pelas forças armadas americanas - o que Chávez considera uma "ameaça" à segurança regional.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.