OEA pede que Farc abandonem violência e libertem todos os reféns

A OEA pediu às Farc na terça-feiraque libertem sem condições todos os sequestrados, abandonem aviolência e iniciem um diálogo com o governo colombiano em prolda paz na Colômbia. O órgão multilateral aprovou uma declaração que parabenizouo governo e o povo colombianos pela operação militar "Xeque",que culminou na última quarta-feira com o resgate de 15 reféns,incluindo a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, trêsnorte-americanos e 11 militares e policiais colombianos. O embaixador da Colômbia para a Organização dos EstadosAmericanos (OEA), Camilo Ospina, agradeceu o apoio dos 34países-membros do grupo e afirmou que seu país está disposto anegociar com todos aqueles que abandonem as armas. "Queremos agradecer o apoio enorme que o hemisfério dá àColômbia", disse Ospina em Washington, ao final de uma sessãoextraordinária do Conselho Permanente da OEA, acrescentando queisso significa o apoio de 800 milhões de pessoas no continenteamericano. O documento apóia os esforços do governo colombiano para "aconquista efetiva da paz e da segurança" depois de mais dequatro décadas de conflito armado. Todavia, a OEA destacou que o processo deve ser realizado"com pleno respeito aos direitos humanos, ao direito nacionalhumanitário e ao direito internacional", segundo o texto dadeclaração. A reunião foi celebrada a pedido da missão da Colômbia, quefez uma apresentação com vídeos e fotos da operação militar querepresentou um duro golpe às Forças Armadas Revolucionárias daColômbia (Farc). Ospina pediu que a guerrilha liberte os sequestrados queainda estão na selva, "agora" e "sem condições", além dereiterar o compromisso de seu país com a democracia e com orespeito aos direitos humanos. A Venezuela, com quem Bogotá tem se desentendido nosúltimos meses, parabenizou o governo de Alvaro Uribe, masressaltou os esforços de seu presidente, Hugo Chávez, nalibertação anterior de um grupo que estava em poder das Farc. (Reportagem de Adriana Garcia)

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