OEA quer mediar conflito político na Bolívia, diz Insulza

A Organização dos Estados Americanosestá disposta a ajudar na busca por uma solução no conflitopolítico da Bolívia, caso o governo de lá solicite, disse naquarta-feira o secretário-geral da entidade. José MiguelInsulza. Ele afirmou que a OEA está preocupada com as tensões entreo governo de Evo Morales e alguns governos regionais, agravadasdepois da aprovação preliminar de uma nova Constituição. Quatro governadores que consideram a nova Carta ilegítimase reuniram na terça-feira com o secretário para denunciarsupostas irregularidades no processo político. Insulza disse que a Constituinte boliviana "avançou muitopouco, e isso foi tensionando os espíritos". Funcionários do governo boliviano também se reuniram naquarta-feira com Insulza para defender sua posição, e numprimeiro momento descartaram a mediação da OEA. Em La Paz,porém, Morales disse que o governo aceitaria a presença deobservadores regionais. "Que julgue a comunidade internacionalo fato de que alguns grupos não respeitam a democracia",afirmou. O presidente também reiterou o convite aos governadorespara um diálogo em La Paz. Seis dos nove governadores sãocontra a nova Constituição. Eles condicionaram o encontro com Morales à anulação daCarta e de uma lei que garante uma renda universal a idosos. Depois de visitarem Insulza, os governadores oposicionistase dois vice-ministros bolivianos participariam de uma reuniãona ONU, segundo o embaixador da Bolívia em Washington, GustavoGuzmán. A nova Constituição foi aprovada em primeira votação no fimde novembro, em meio a tumultos na cidade de Sucre, sede daConstituinte, para onde ativistas defendem que seja transferidaa capital do país. Os distúrbios deixaram três mortos eimpediram a aprovação da Carta artigo por artigo. (Por Adriana Garcia)

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