OEA rechaça qualquer tentativa de ruptura territorial na Bolívia

Organização dos Estados Americanos diz que não reprova referendo sobre a autonomia de Santa Cruz

Agência Estado e Associated Press,

03 de maio de 2008 | 13h20

O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) rechaçou neste sábado, 3, qualquer ruptura territorial na Bolívia. O departamento (Estado) de Santa Cruz realiza no domingo um referendo sobre autonomia criticado pelo governo nacional boliviano.   Veja também:   Evo Morales está disposto a lutar contra autonomia na Bolívia   Tensão aumenta na Bolívia em véspera de referendo    Entenda o referendo sobre autonomia   A OEA advertiu que não aceitará "qualquer tentativa de ruptura" do "respeito à ordem constitucional e à integridade territorial da Bolívia". A entidade, porém, não reprovou o referendo sobre autonomia do domingo. O conselho também expressou seu respaldo "ao povo da Bolívia, ao governo constitucional dirigido pelo presidente Evo Morales Ayma, à institucionalidade democrática e às autoridades eleitas pelo povo boliviano".   O órgão ressaltou um documento enviado pelos governadores de Cochabamba, Beni Pando, Tarija e Santa Cruz, no qual afirmam o compromisso de "garantir a integridade territorial da Bolívia". A carta foi enviada no dia 30 de abril à OEA.   O ministro das Relações Exteriores boliviano, David Choquehuanca, declarou-se "satisfeito" com a resolução aprovada pela OEA. "Hoje a OEA...cumpriu uma missão histórica", avaliou. Choquehuanca lamentou anteriormente que Santa Cruz rejeitou o pedido para suspender o plebiscito.   Os eleitores de Santa Cruz, província mais rica da Bolívia, vão às urnas no domingo para ratificar um estatuto que declara a autonomia política e administrativa da região. Evo qualificou o documento como "ilegal" e "separatista". No sábado, a cidade de 1,4 milhão de habitantes estava tranqüila. Pesquisas apontam a vitória dos autonomistas por 70%.   Em entrevista concedida na sexta-feira, o presidente boliviano acusou os autonomistas de buscar espaço no governo departamental para "seguir vivendo do povo, do Estado". Ele qualificou a polêmica em torno do referendo como "luta ideológica". Evo abriu espaço a resolução das disputas envolvendo a atual crise no país. Segundo ele, pode ser realizado um referendo sobre o projeto de Constituição aprovado em dezembro. A oposição acusa o governo de sancionar o projeto de forma ilegal.

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