OEA tenta superar diferenças entre Colômbia e Equador

Chanceleres e embaixadores de 34países da América buscaram na segunda-feira recuperar asenfraquecidas relações entre a Colômbia e o Equador, depois queum bombardeio colombiano a um acampamento guerrilheiro em soloequatoriano desencadeou uma crise regional. Em uma reunião em Washington os diplomatas tentarão aprovaro relatório feito por uma missão liderada pelo secretário-geralda Organização dos Estados Americanos (OEA), José MiguelInsulza. O texto contém seis recomendações aos paísesenvolvidos no incidente de 1o de março. O documento propõe o restabelecimento das relaçõesdiplomáticas entre Colômbia e Equador e a constituição, sobmonitoramento da OEA, de uma missão especial para verificar ocumprimento dos compromissos assumidos entre os países,incluindo a cooperação em assuntos fronteiriços. O relatório não especifica quanto tempo duraria estamissão, mas o ministro de Governo do Equador, FernandoBustamante, indicou que Quito gostaria que durasse "o temponecessário" para reconstruir a confiança entre os dois países egarantir a segurança na fronteira. O relatório recomenda ainda o "fortalecimento dosmecanismos de cooperação e diálogo fronteiriço, assim como oestudo de um eventual mecanismo bilateral de alerta" para casoscomo o ocorrido no começo do mês. As Forças Armadas da Colômbia atacaram um acampamento daguerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc),matando o segundo no comando do grupo, conhecido como RaúlReyes. Isto gerou uma crise bilateral na qual a Venezuelaentrou para apoiar o Equador. Depois de uma dura troca de acusações, o presidentecolombiano, Alvaro Uribe, pediu desculpas ao presidenteequatoriano, Rafael Correa, por violar seu território. Amboschegaram a um acordo durante a reunião do Grupo do Rio, nosdias 6 e 7 de março, na República Dominicana. Logo depois, a publicação de uma foto do ministro daSegurança Interna e Externa do Equador, Gustavo Larrea, ao ladode Raúl Reyes, pelo jornal "El Tiempo" provocou agitação noscorredores da OEA. Para Bustamante, a foto não é verdadeira. A Colômbia insistiu que informações contidas noscomputadores de Reyes apontam que os governos da Venezuela e doEquador têm relações diretas com as Farc.

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