OEA termina visita a Honduras sem acordo sobre Zelaya

'A comissão lamenta que, desta vez, não se tenha conseguido obter o apoio ao acordo', afirmou chanceler

Efe,

25 de agosto de 2009 | 19h37

Uma comissão de chanceleres de países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) terminou nesta terça-feira, 25, uma visita de dois dias a Honduras, sem conseguir um acordo com o Governo de fato de Roberto Micheletti para conseguir o retorno ao país do deposto presidente, Manuel Zelaya.

 

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"A comissão lamenta que, desta vez, não se tenha conseguido obter o apoio ao acordo" promovido pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, afirmou o chanceler costarriquenho, Bruno Stagno, ao ler uma declaração ao término da missão.

 

A delegação fez uma chamada "a todos os setores da sociedade hondurenha a considerar favoravelmente" a assinatura do acordo, que, segundo sua opinião, "contém os elementos necessários para o diálogo e a reconciliação, para a restauração da ordem constitucional e o estado de direito". "E para a pronta reintegração de Honduras à comunidade hemisférica", acrescentou.

 

A declaração indicou que "foram conseguidos avanços" durante a visita, mas reconhece que "ainda não existe a disposição para a aceitação plena do acordo por parte do senhor Micheletti e setores que lhe são afins". "A comissão considera imprescindível o retorno em breve à normalidade democrática, que garanta a todos os hondurenhos segurança, prosperidade e desenvolvimento", acrescentou.

 

Os chanceleres reiteram, em sua declaração, "a necessidade de aprovar o acordo de San José, dado o iminente início da campanha eleitoral", no próximo dia 31, para as eleições gerais de 29 de novembro. A comissão também pediu a "todos os atores para que, em prol de estabelecer um ânimo de consenso, se abstenham de fazer declarações ou expressar opiniões que sejam contra o espírito do acordo".

 

Pouco antes de terminar sua visita, a delegação se reuniu na Casa Presidencial com Micheletti, que reiterou sua rejeição à reinstalação de Zelaya e disse estar disposto a enfrentar as "consequências graves" que isso tiver para seu Governo. 

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