OEA, UE, Venezuela e Bolívia condenam golpe em Honduras

Obama se diz preocupado e pede diálogo sem interferência estrangeira para resolver crise no país

Efe e Reuters,

28 de junho de 2009 | 14h00

A Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE) e países latino-americanos como Venezuela e Bolívia criticaram neste domingo, 28, a prisão do presidente de Honduras, Manuel Zelaya. Ele foi detido nesta manhã em Tegucigalpa por membros do Exército. O presidente americano, Barack Obama, disse estar preocupado com a crise e pediu que as normas democráticas sejam respeitadas. A OEA está reunida em regime de emergência para discutir a crise.

 

O secretário-geral da OEA, José Miguel Inzulza, exigiu que o Exército hondurenho divulgue o paradeiro do presidente e que a comunidade internacional condene o que chamou de interrupção no processo democrático no continente.

 

Zelaya foi preso por militares e levado para uma base da força aérea horas antes de um plebiscito de reforma constitucional proposto por ele. O parlamento e a Suprema Corte declararam a votação ilegal. Ele está agora na Costa Rica.

 

EUA

 

Obama manifestou preocupação com a crise. "A prisão e a expulsão de Manuel Zelaya me preocupa. A disputa deve ser resolvida pacificamente por meio do diálogo e sem a interferência estrangeira", disse Obama.

 

UE

 

A União Europeia condenou o que chamou de golpe de Estado. " É uma violação inaceitável da ordem constitucional em Honduras", disse o chanceler Jan Kohout, da República Tcheca, país que detém a presidência do bloco.

 

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, condenou hoje o "golpe de Estado troglodita" cometido contra seu colega de Honduras, Manuel Zelaya, e destacou que "chegou a hora do povo" e dos movimentos sociais desse país.

 

Venezuela e Bolívia

 

"Estamos diante de um golpe troglodita contra um povo, contra um presidente que está propondo uma consulta" que, além de tudo, "não é vinculativa (de cumprimento obrigatório)", declarou Chávez numa entrevista à rede de TV "Telesur", retransmitida simultaneamente pela estatal venezuelana "VTV".

 

O presidente boliviano Evo Morales também defendeu a condenação da prisão do presidente. "Faço um chamado aos organismos internacionais, aos movimentos sociais da América Latina e do mundo e aos governos democráticos para repudiar este golpe de Estado militar".

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