Oito cubanos morrem tentando fugir para os EUA

Embarcação com capacidade para 15 pessoas transportava 28; familiares acusam guarda-costeira cubana

Efe,

27 de dezembro de 2007 | 00h39

Pelo menos oito pessoas morreram e 17 estão desaparecidas desde que uma lancha usada para o tráfico de pessoas afundou a algumas milhas do litoral de Cuba, segundo informaram nesta quarta-feira, 26, parentes das vítimas. Misleidys Vera, irmã de Yosvany Vera, um dos mortos no acidente, disse à Efe que, segundo as autoridades informaram, oito corpos foram encontrados e devolvidos a suas famílias. A embarcação afundou com 28 pessoas a bordo. Elas tentavam de sair do país para chegar aos Estados Unidos. Yosvany Vera, de 29 anos, era casado e deixa um filho de nove anos. Segundo a versão que chegou à família por fontes não oficiais, a lancha afundou na madrugada de 22 de dezembro, por volta das 4 horas (7 horas de Brasília), a algumas milhas do litoral. Ela havia zarpado de Santa Cruz del Norte, na província de Havana. A lancha, que tinha capacidade para 15 pessoas, teria se chocado com rochas a algumas milhas do litoral. Houve então uma discussão a bordo entre os que pretendiam abortar a tentativa de saída e os que queriam continuar. O barco acabou virando e afundou. No entanto, Lázaro Vera, irmão de Yosvany e morador de Miami, denunciou nesta quarta-feira à Efe que a lancha virou após ser "atacada" pela guarda-costeira cubana. Ele sugeriu um "possível confronto" no incidente. "Não sabemos ao certo", disse a irmã, de 31 anos, acrescentando que ouviu notícias de que há três sobreviventes, todos detidos. "Minha vida está completamente destruída. Estamos esperando que termine a investigação. Há muitas versões na rua, muitos comentários", disse a mãe de Yosvany Vera, Clara María Álvarez. Fontes oficiais cubanas consultadas pela Efe não comentaram o assunto. No último ano fiscal, a migração através do estreito da Flórida bateu um recorde, com 7.693 imigrantes ilegais cubanos, entre eles 2.868 interceptados nas águas do estreito. De acordo com fontes da Escritório de Interesses dos EUA em Havana, 70% chegam à Flórida em lanchas rápidas e 30% em balsas de fabricação caseira. As autoridades cubanas acusam os EUA de incentivar a emigração ilegal com a Lei de Ajuste Cubano, que permite aos cubanos que pisarem no território americano ficarem no país.

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