Oito mil haitianos buscam refúgio na sede da Viva Rio, diz ONG

Entidade fica em um dos bairros mais castigados pelo tremor; 'necessidades são infinitas', afirma embaixador

Gabriel Pinheiro, estadao.com.br

13 de janeiro de 2010 | 17h57

Cerca de 8 mil haitianos que sofrem com a devastação do terremoto de terça-feira estão buscando refúgio nas instalações da ONG Viva Rio, informou a entidade brasileira. A sede da Viva Rio, de 25 mil metros quadrados, fica no bairro de Belair, um dos mais pobres e castigados pelos efeitos do tremor na capital Porto Príncipe. De acordo com a ONG, os portões foram abertos para os refugiados, que não têm para onde ir.

 

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O embaixador do Haiti no Brasil, Idalbert Pierre-Jean, pediu hoje o envio de bombeiros, maquinaria pesada e remédios para socorrer as vítimas do terremoto. "As necessidades são infinitas. Mais importante que a ajuda financeira é a intervenção humanitária", disse Pierre-Jean à imprensa em Brasília.

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O embaixador justificou que o envio de bombeiros é necessário "para ajudar a tirar corpos dos escombros". Segundo Pierre-Jean, neste "primeiro momento" também são necessários em seu país "remédios, vacinas e maquinaria pesada, como guindastes e tratores". "Por enquanto, não temos uma estimativa completa das autoridades locais sobre o que será necessário, mas podemos afirmar que o desastre é muito mais grave do que se pode imaginar", acrescentou.

  

O forte terremoto aconteceu às 19h53 (horário de Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. O governo brasileiro anunciou uma doação de US$ 10 milhões para colaborar com a reconstrução do Haiti e entre hoje e amanhã enviará dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) carregados com 28 toneladas de alimentos.

 

(Com EFE)

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