Talia Frenkel/Associated Press
Talia Frenkel/Associated Press

ONG denuncia congestionamento no aeroporto do Haiti

'Engarrafamento' impediu chegada de hospital de barracas infláveis da Médico sem Fronteiras

Efe,

17 de janeiro de 2010 | 11h44

A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) denunciou neste domingo, 17, a existência de um "engarrafamento" no aeroporto da capital haitiana, onde a aterrissagem de vários aviões com ajuda humanitária destinada às vítimas do terremoto de terça-feira chegou a ser suspensa.

 

"A falta de autorização para pousar no aeroporto já impediu a chegada de um hospital de barracas infláveis da MSF", algo que a organização considera "crucial" para dar assistência aos mais afetados pelo terremoto.

 

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O congestionamento no aeroporto de Porto Príncipe, destaca uma nota da MSF, representa "uma dificuldade maior", já que vários voos com carregamentos importantes estão sendo obrigados a desviar sua rota.

 

As equipes da organização espalhadas pelo Haiti trabalham sem parar desde o dia da tragédia, fazendo cirurgias

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em instalações improvisadas. Na nota, os médicos dizem que "nunca viram ferimentos tão graves" entre a população, que se amontoa nos locais onde há atendimento.

 

A MSF confirmou ainda que o acesso à água potável e à alimentação básica é "muito problemático", o que agrava ainda mais a tensão na capital haitiana. O número de roubos "parece aumentar". Mas, de acordo com a organização, por enquanto não registros de episódios de violência.

 

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

 

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

 

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

 

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, e Luiz Carlos da Costa, número 2 da missão da ONU no Haiti, também morreram no tremor. Um terceiro civil, não identificado, completa a lista de mortos.

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