ONG denuncia falta de cédulas nas eleições argentinas

Para a Fundação Poder Ciudadano, cinco candidatos podem ter sido prejudicados pela suposta falha

Marina Guimarães, da Agência Estado,

28 de outubro de 2007 | 19h42

Denúncias formais de cinco dos 14 candidatos à Presidência da Argentina, por falta de cédulas de votação com seus nomes, prometem provocar muitas polêmicas. A organização não-governamental Fundação Poder Ciudadano informou que recebeu "160 ligações telefônicas, em sua grande maioria de eleitores da Província de Buenos Aires, que denunciavam a falta de cédulas". Além disso, o horário de encerramento da votação foi prolongado para até as 19 horas (20 horas de Brasília) devido ao atraso na abertura de centenas mesas na manhã deste domingo, 28.  Veja também: Especial: as eleições argentinas Eleição argentina começa com atrasos e 'estresse'Oposição alerta para riscos de fraudes Argentinos votam para consagrar KirchnersCristina: 'Não sou Hillary nem Evita'Kirchner seduz interior empobrecido De acordo com as ligações, as cédulas que faltaram nas cabines são dos candidatos presidenciais da Coalizão Cívica, Elisa Carrió (38%), da Frente Justiça, União e Liberdade, Alberto Rodriguez Saá (21%), do Projeto Sul, Pino Solanas (11%), de UNA, Roberto Lavagna (3,5%) e de MPU, Jorge Sobisch (2,5%), além do candidato a governador Francisco de Narváez (14%). Muitas das pessoas que se comunicaram com a Poder Ciudadano se queixaram que mesmo com a falta de cédula de seu candidato, foram obrigadas a votar em outro porque os mesários já tinham carimbado seus documentos. A candidata Elisa Carrió solicitou à Justiça Eleitoral a abertura de um canal legal para que seus eleitores possam registrar denúncia formal de que foram obrigados a votar em outro candidato, devido à falta de cédulas. A diretora Executiva de Poder Ciudadano, Laura Alonso, afirmou que as irregularidades sobre as cédulas "não mudarão o resultado final da eleição presidencial, mas é um dever das autoridades enfrentar o problema de que o sistema atual tem deficiências que precisão ser corrigidas. Só assim poderemos ter um sistema sólido e confiável".

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