ONG pede que Humala detenha morte de manifestantes no Peru

O grupo Human Rights Watch pediu que o presidente peruano, Ollanta Humala, contenha a polícia e o Exército para evitar que atirem e matem as pessoas que protestam contra as companhias de mineração.

Reuters

20 de setembro de 2012 | 16h51

Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas após um confronto entre a polícia e manifestantes que bloqueavam uma rodovia que leva à mina de ouro Pierina de Barrick no norte do Peru, disse a companhia nesta quinta-feira.

Ao menos 19 pessoas morreram em disputas por causa dos recursos naturais do Peru desde que Humala assumiu a Presidência, em julho de 2011. O país andino é um dos principais exportadores de minérios do mundo.

O ex-oficial do Exército prometera usar a mediação para evitar a violência. Mas os críticos afirmam que agora ele intervém muito rápido para contar com as forças de segurança para dispersar manifestações contra novas minas.

Em uma carta aberta a Humala, o grupo baseado em Nova York disse que ele deveria impedir imediatamente as forças de segurança de usar munição para controlar as multidões, assim como garantir que a polícia tenha suprimentos adequados de armas não-letais e fechar brechas legais que podem conferir imunidade aos policiais que cometam abusos.

O Human Rights Watch disse que a investigação que fez sobre a morte de cinco manifestantes em protestos na região de Cajamarca em julho contra uma mina de ouro proposta pela companhia norte-americana Newmont apontou falhas do governo.

"Encontramos evidência que sugere fortemente que o uso de força letal foi injustificado e constituiu uma séria violação das normas internacionais de direitos humanos", disse o grupo em sua carta de oito páginas a Humala e ao ministério dele.

Os efeitos dos protestos de Cajamarca fizeram Humala fazer uma reforma no governo e promover Juan Jimenez, um advogado dos direitos humanos que foi ministro da Justiça, a primeiro-ministro.

Em 2006, uma campanha fracassada de Humala para a Presidência foi afetada quando foi citado em um processo alegando que os soldados da base do Exército supervisionada por ele em 1992 foram responsáveis pelo desaparecimento de dois supostos manifestantes durante a guerra civil do Peru.

As cortes peruanas inocentaram Humala, mas os parentes das vítimas enviaram o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

(Por Terry Wade e Marco Aquino)

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