ONU alerta sobre atividade de mercenários em Honduras

Organização afirma que antigos paramilitares colombianos foram recrutados para proteger propriedades

Efe,

09 de outubro de 2009 | 09h40

O grupo de trabalho da ONU sobre o uso de mercenários expressou disse nesta sexta-feira, 9, que está alarmado com as informações de que antigos paramilitares da Colômbia estão sendo recrutados em Honduras para proteger propriedades e indivíduos da violência que explodiu com a crise política do país.

 

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Segundo o grupo, cerca de 40 ex-membros das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) foram recrutados por fazendeiros em Honduras desde o golpe de Estado que derrubou Manuel Zelaya em 28 de junho e levou Roberto Micheletti ao poder. Outras fontes citadas pelos especialistas falam da formação de um grupo de 120 paramilitares de diversos países da região que teriam chegado para apoiar o golpe.

 

O grupo também demonstra preocupação com as acusações de que a Polícia e mercenários usam aparatos de escutas a longa distância contra o presidente Zelaya e seus partidários, que estão refugiados na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde o dia 21, quando retornou à capital hondurenha.

 

"Pedimos às autoridades de Honduras para que adotem todas as medidas práticas para evitar o emprego de mercenários em seu território e para investigar suas supostas atividades", diz o grupo da ONU.

 

O grupo é formado por cinco especialistas independentes: a fijiana Shaista Shameem (presidente), a líbia Najat al-Hajjaji, a colombiana Amada Benavides de Pérez, o espanhol José Luis Gómez del Prado e o russo Alexander Nikitin.

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