ONU busca até 200 funcionários desaparecidos no Haiti

Entidade confirmou até agora 16 mortes decorrentes do terremoto, entre elas a do chefe da missão

Efe,

14 de janeiro de 2010 | 10h53

Ao menos 16 funcionários da Organização das Nações Unidas morreram e entre 115 e 200 estão desaparecidos após o terremoto da última terça-feira, 12, no Haiti,  afirmou nesta quinta-feira, 14 uma fonte do organismo.

 

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Elizabeth Byrs, porta-voz do Escritório para Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) da ONU, disse que esse número inclui "entre 50 e 100" membros da Força de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), que - segundo se acredita - estão presos sob os escombros do hotel Christopher, que servia de base para a força do organismo.

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"Mas também desabaram outras sedes da ONU em Porto Príncipe, e por isso calculamos que entre 115 e 200 pessoas da nossa equipe estão desaparecidas, incluindo as que não conseguimos contatar", acrescentou Byrs, em entrevista coletiva.

 

"Não temos dados mais concretos, o terremoto ocorreu às 17 horas locais e não sabemos quantas pessoas estavam nas sedes", disse. Sobre os haitianos que trabalham para a ONU, a porta-voz disse que a situação pode ser ainda pior, já que "não há informação sobre seu paradeiro".

 

O único número sobre confirmação de vítimas entre os funcionários da ONU é de 16 mortos, conforme anunciou na terça-feira o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon. O Chefe da missão da ONU no Haiti, Hedi Annabi, está entre os mortos, como confirmou o presidente haitiano René Préval.

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