ONU diz que direitos da mulher melhoraram na América Latina

Organização alerta para desigualdades para descendentes de africanos e indígenas na região

Efe,

22 de novembro de 2007 | 09h02

Os governos da América Latina têm mostrado avanços para garantir o respeito aos direitos das mulheres, mas que ainda não foram suficientes para erradicar a desigualdade de gênero, afirmaram na quarta-feira, 20, representantes de organizações internacionais. Na apresentação do "Diagnóstico sobre a situação dos direitos humanos no México", a diretora para o México, América Central e o Caribe do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Teresa Rodríguez, disse que em geral os modelos de desenvolvimento na América Latina não levam em conta a opinião das mulheres. Ela citou como exemplo que só 14% das mulheres que vivem em localidades rurais podem decidir sobre o uso de algum tipo de anticoncepcional. Para Amerigo Incalcaterra, representante no México da Alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, houve grandes avanços. "Mas foram precisos quase 30 anos um reconhecimento internacional dos direitos da mulher. Era um setor invisível e não tinha acesso aos benefícios dos direitos universais", lembrou. O relatório denuncia que no caso do México o orçamento destinado a instâncias oficiais que combatem a violência contra a mulher foram afetados pela redução de recursos nos últimos anos. Segundo a diretora regional do Unifem, o diagnóstico no México é semelhante ao que se poderia fazer para toda a América Latina. Porém, na região existem ainda desigualdades no respeito aos direitos das mulheres indígenas e descendentes de africanos.

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