ONU estende missão de paz no Haiti por mais um ano

Segundo órgão, houve progresso na segurança do país, mas 'a situação ainda é frágil'

Associated Press,

13 de outubro de 2009 | 15h28

O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu nesta terça-feira, 13, por unanimidade que sua missão de paz permanecerá no Haiti por mais um ano, alegando que a situação no país caribenho ainda constitui uma ameaça à paz e à segurança internacionais.

 

A resolução do conselho manterá em 9 mil o efetivo da missão. O órgão também aceitou a recomendação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de reconfigurar as forças de segurança para poder deslocá-la às zonas remotas mais rapidamente.

 

Ainda que o órgão tenha reconhecido que houve algum avanço no Haiti em matéria de segurança no último ano, a situação, reconhece, ainda segue frágil. O conselho aconselhou o governo haitiano e outras figuras chaves a fortalecer o diálogo democrático e formar um consenso para lidar com todos os problemas do país, incluindo a pobreza.

 

Acidente

 

No mesmo dia do anúncio da ONU, em Porto Príncipe, capital haitiana, houve o funeral de 11 soldados e pilotos mortos em um acidente aéreo na última sexta-feira. "Eles estavam no Haiti protegendo as fronteiras do país. Prestariam socorro às vítimas das tempestades do ano passado. Estavam ajudando o povo do Haiti a cumprir a enorme promessa de sua orgulhosa nação", disse o secretário-geral da ONU em uma carta lida pelo chefe da missão no país, Hedi Annabi. O presidente Rene Préval assistiu à cerimônia na base da ONU na capital, mas não falou com a imprensa.

 

A maioria dos seis uruguaios e cinco jordanianos mortos no acidente estavam no Haiti há três meses. Seus nomes foram lidos várias vezes e suas fotos estavam em mesas com as bandeiras de seus respectivos países.

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