Justin Lane/Efe
Justin Lane/Efe

ONU homenageia vítimas do Haiti com um minuto de silêncio

57 funcionários da organização morreram no terremoto e outros 300 estão desaparecidos

19 de janeiro de 2010 | 23h00

A Organização das Nações Unidas fez nesta terça-feira, 19, uma homenagem às vítimas do terremoto que atingiu o Haiti, entre elas 57 membros da missão do organismo no país caribenho, com um minuto de silêncio, a colocação de uma coroa de flores e uma vigília.

 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, depositou a coroa na entrada do edifício sede da Onu em Nova York, e fez um minuto de silêncio junto a centenas de empregados com expressão sombria, que em muitos casos conheciam colegas que morreram na catástrofe.

 

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300 integrantes da Minustah estão desaparecidos em consequência do terremoto de 7 graus na escala Richter que devastou a capital haitiana há uma semana.

 

O Conselho de Segurança aprovou por unanimidade nesta terça o envio de outros 3.500 militares e policiais durante seis meses para melhorar a segurança e distribuição de ajuda no Haiti.

 

"As operações de socorro aumentam rapidamente, ainda que, para aqueles que perderam tudo, ela nunca chegue a tempo", disse Ban, depois de assistir à uma reunião na sede da Onu.

 

Ban afirmou que as Nações Unidas já receberam indicações "de alguns países (interessados em contribuir com o reforço das tropas no país caribenho), motivo pelo qual a implantação das tropas e dos policiais será rápida."

 

O Brasil e a República Dominicana já expressaram sua disposição de enviar homens á zona do desastre, assim como a União Europeia, que se comprometeu a enviar um contingente de 150 soldados.

 

A missão da Onu no Haiti, que opera desde 2004 e é dirigida pelo general brasileiro Floriano Peixoto

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Vieira Neto, é formada por 9.065 uniformizados, dos quais 7.031 procedem de diferentes exércitos e 2.034 são policiais, segundo a organização.

 

Uma semana depois do terremoto que assolou o país, fontes haitianas calculam mais de 200.000 mortes e afirmaram já terem enterrado 75.000 corpos.

 

As organizações humanitárias internacionais ainda enfrentam muitos problemas para distribuir a ajuda que chega ao aeroporto haitiano de todas as partes do mundo.

 

A oficina de coordenação humanitária da Onu assegurou nesta terça que a ajuda às vítimas já flui com mais intensidade, ainda que a magnitude da tragédia dificulte o acesso à água, alimentos e assistência média aos milhares de feridos.

 

O órgão também ressaltou que a assistência começou a chegar a populações da área metropolitana da capital haitiana, que até agora haviam sido praticamente ignoradas.

 

O chefe interino da Minustah, Edmond Mulet, considerou "exageradas" as informações sobre saques e tumultos que aparecem na mídia nos últimos dias. "A situação está sob controle", afirmou o diplomata guatemalteco em uma conferência via satélite da capital haitiana.

 

O secretário geral da Onu reconheceu em um encontro posterior com jornalistas que uma semana após o terremoto, uma das coisas que mais o preocupa "é como dar esperança às pessoas".

 

"Há muitos jovens na rua sem saber o que fazer", disse Ban, que visitou Porto Príncipe no domingo, 18, durante seis horas, para avaliar a situação do país e as atividades da Onu no local.

 

No pedido de fundos para 562 milhões de dólares aos doadores internacionais, a Onu inclui cerca de 40 milhões de dólares para criar imediatamente programas de emprego, por meio da contratação de pessoal para tarefas de resgate e reparação de infraestruturas.

 

 

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