ONU inicia processo de reconstrução do Haiti

Primeiro passo dado pela organização consiste em criação de 400 empregos na nação caribenha

Efe,

20 de janeiro de 2010 | 18h18

Saqueadores invadem loja destruída pelo teto no centro de Porto Príncipe. Foto: Eliana Aponte/Reuters

 

GENEBRA- A Onu começou nesta quarta-feira, 20, o processo de reconstrução do Haiti com o lançamento de um programa de empregos para as vítimas do terremoto, para reativar a atividade econômica e evitar que o desespero desestabilize ainda mais o país.

 

O primeiro passo dado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é a contratação de 400 pessoas para atuar nas tarefas de retirada de escombros e reparação da infraestrutura na zona Carrefour-Feuilles, ao sul de Porto Príncipe.

 

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"É muito importante colocar em marcha estes programas de dinheiro em troca de trabalho, para assim envolver os haitianos na reconstrução, e também para diminuit sua dependência da entrega de ajuda humanitária", disse em uma coletiva de imprensa a número dois da agência de desenvolvimento da Onu, a costarriquense Rebeca Grynspan.

 

A responsável do PNUD afirmou que o programa aumentará para 700 pessoas no final desta semana e a médio prazo calcula-se que serão criados 200.000 empregos, o que beneficiaria indiretamente cerca de um milhão de haitianos.

 

"As 700 pessoas são um ponto de partida. Limparemos ruas, retiraremos escombros, e realizaremos outras atividades que também servirão para facilitar as operações humanitárias", disse Grynspan. A funcionária acrescentou que o salário oferecido é de cinco dólares ao dia.

 

A Onu, no momento, tem 4 milhões de dólares disponíveis para o programa, a metade procedente de doações espanholas, e já foi pedido mais 35,6 milhões de dólares à comunidade internacional para financiar o projeto durante os próximos seis meses, de acordo com o organismo mundial.

 

Segundo cálculos do Banco Mundial, o terremoto de 7 graus que atingiu o Haiti há 8 dias destruiu mais de 15% do Produto Interno Bruto do país, que já era o mais pobre das Américas.

 

Equipes das Nações Unidas estão na nação caribenha para fazer um diagnóstico completo das necessidades do país que permitam planificar com eficácia a reconstrução e apresentar um programa detalhado a uma futura mesa de doadores.

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