ONU nega ter dado asilo no Brasil à opositora boliviana

Acnur assegura que Ana Melena não recebeu status de refugiado; dez já pediram asilo desde o início da crise

Efe,

26 de setembro de 2008 | 19h33

O escritório no Brasil do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) negou nesta sexta-feira, 26, que a presidente do opositor Comitê Cívico do Departamento (Estado) boliviano de Pando, Ana Melena, tenha recebido refúgio no país. Em comunicado divulgado em Brasília, a Acnur esclareceu que nem Melena nem nenhum "outro cidadão boliviano que esteja no Brasil devido aos recentes episódios em seu país de origem" tenham recebido status de refugiado, como informou hoje a imprensa da Bolívia. Veja também:Lula nega asilo a governador opositor bolivianoBolívia pode rachar, mas ninguém se beneficiaria, diz analistaBolívia tem histórico de golpes e crises  Entenda os protestos da oposição na Bolívia  A agência da ONU informou que, além disso, os pedidos de asilo no Brasil são analisados pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare), órgão do Ministério da Justiça no qual esse organismo das Nações Unidas participa como convidado, com direito a voz, mas sem voto. Porta-vozes do Ministério da Justiça disseram à Agência Efe que desde que começaram os distúrbios na Bolívia, que foram especialmente graves em Pando, dez cidadãos bolivianos pediram asilo no Brasil. O Ministério esclareceu, no entanto, que ainda não há nenhuma decisão sobre esses pedidos. Segundo a imprensa boliviana, Melena está na cidade de Brasiléia, próxima à fronteira entre os dois países, onde, segundo fontes oficiais, chegaram entre 100 e 200 bolivianos nas últimas semanas.

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