Stringer/Efe
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ONU pede investigação sobre massacre de 72 imigrantes no México

Grupo foi assassinado no fim de agosto; comissária diz que país não usa energia para combater o tráfico

estadão.com.br,

10 de novembro de 2010 | 17h48

PUERTO VALLARTA, MÉXICO- A Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, exigiu nesta quarta-feira, 10, uma investigação "imediata" sobre o massacre de 72 imigrantes que ocorreu no fim de agosto em um rancho de Tamaulipas, estado do norte do México. As informações são da agência de notícias AFP.

 

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"Exigimos uma investigação acelerada e imediata, que leve os infratores à Justiça", disse Pillay na inauguração da Reunião de governos do IV Foro Mundial de Imigração, e Puerto Vallarta, no México.

 

"Há muita energia para controlar o trânsito de pessoas, mas não vemos a mesma energia para controlar o tráfico de pessoas e de armas", acrescentou a funcionária.

 

Quatro brasileiros morreram na chacina: são eles os paraenses Edilsimar Júnior Faustino da Silva, de 23 anos, Natane Amaral da Silva, namorada de Edisilmar, e os mineiros Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, e Juliard Aires Fernandes, de 20.

 

Além de guatemaltecos e brasileiros, também foram assassinados hondurenhos, salvadorenhos e equatorianos que pretendiam ingressar ilegalmente nos Estados Unidos.

 

A polícia acredita que os imigrantes foram mortos por traficantes do cartel Los Zetas após se negarem a trabalhar como matadores de aluguel para os criminosos. As únicas testemunhas do crime são o equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, que entrou em contato com as autoridades, o hondurenho sob proteção policial que colabora com as investigações no México, e o terceiro sobrevivente, ainda não identificado.

 

Lala, no entanto, afirmou à imprensa oficial de seu país que viajava em um grupo de 76 pessoas, deixando aberta a possibilidade de que exista mais uma testemunha para o crime.

 

Desde 2006, a violência relacionada ao tráfico de drogas no México deixou mais de 28 mil mortos, a maioria na área fronteiriça com os EUA. O governo destacou 50 mil militares para combater os traficantes.

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