Carlos Barria/Reuters
Carlos Barria/Reuters

ONU pede quase US$ 1,5 bilhão para enviar ao Haiti

Valor é quase o dobro do pedido inicial de US$ 562 milhões e visa reconstrução do país caribenho

Associated Press,

18 de fevereiro de 2010 | 22h08

A ONU fez um novo pedido de quase US$ 1,5 bilhão de dólares nesta quinta-feira, 18, para ajudar os 3 milhões de haitianos afetados pelo devastador terremoto do mês passado.

 

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A solicitação, que cobrirá necessidades de 2010, é mais que o dobro da petição inicial de 15 de janeiro, de US$ 562 milhões para ajudar as vítimas do tremor durante seis meses.

 

O secretário geral da ONU, Ban Ki Moon, e seu enviado especial no Haiti, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, estavam fazendo um pedido de US$ 1,4 bilhão em uma reunião com diplomatas de vários dos 191 países membros da ONU.

 

A petição inicial de US$ 562 milhões foi pouco depois elevada a US$ 577 milhões, e os doadores já haviam garantido US$ 673 milhões, disse a porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Stephanie Bunker, que afirmou que ainda faltam US$ 768 milhões.

 

De acordo com a ONU, mais 1,2 milhões de haitianos precisam de atenção médica e instalações sanitárias urgentes, ao menos 2 milhões precisam de comida e também é preciso ajuda para famílias e comunidades que receberam vítimas que deixaram Porto Príncipe e outras cidades severamente afetadas após o terremoto.

 

O novo pedido também busca fundos para reativar a agricultura, prover telecomunicações de emergência, administrar campos para os desabrigados, melhorar a nutrição e iniciar programas de recuperação o mais rápido possível, incluindo os de dinheiro por trabalho.

 

Ainda que os esforços da ajuda humanitária de emergência devam seguir por vários meses, o chefe do departamento humanitário da OU, John Holmes, disse que a entidade deve "estar comprometida no Haiti durante um longo prazo, para ajudar a salvar vidas assim como para a reconstrução.

 

"Para cobrir as necessidades do povo do Haiti se exigirá mais do generoso apoio global que temos visto até agora", disse Holmes em um comunicado.

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