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ONU pressiona Colômbia a aumentar controle sobre agências de inteligência

Principal agência do país foi dissolvida por grampear telefones ilegalmente no ano passado

24 de março de 2010 | 20h20

Reuters

 

BOGOTÁ- A Colômbia precisa exercer controle estrito sobre suas agências de inteligência estatais para evitar escutas telefônicas ilegais de juízes, jornalistas e políticos da oposição, afirmou a ONU nesta quarta-feira, 24.

 

No ano passado, agentes do Departamento Administrativo de Segurança (DAS) grampearam os telefones de juízes da Suprema Corte, repórteres e críticos do presidente Álvaro Uribe, um aliado dos Estados Unidos que conclui neste ano dois mandatos no país.

 

A ONU "apela ao governo para garantir que todos os serviços de inteligência respeitem os direitos humanos e estejam sujeito a estritos controles civis e legais", afirmou o alto comissário da organização para Direitos Humanos, Navi Pillay, em um relatório anual.

 

"Na Colômbia, as agências de inteligência basicamente não são controladas. Não havia controle democrático que funcionasse", disse em Bogotá Christian Salazar, comissária de direitos humanos da ONU para a Colômbia.

 

Além do DAS, a Colômbia também tem serviços de inteligência para as forças armadas, a polícia e o escritório geral da procuradoria.

 

Diversos arquivos do DAS foram eliminados após o escândalo do ano passado, que obrigou Uribe a dissolver a agência em favor de uma menor.

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